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AS VISITAS DEVEM SER AGENDADAS PREVIAMENTE PELOS TELEFONES 94-3778 2522 OU 3778 2527 OU PESSOALMENTE NO CENTRO CULTURAL DA ELETRONORTE NO CENTRO COMERCIAL DA VILA PERMANENTE, AS VISITAS ACONTECEM DE SEGUNDA A SÁBADO, SE DIVIDEM EM TRÊS TIPOS DE VISITAS, SÃO GRÁTIS E FEITAS NOS VEÍCULOS DA ELETRONORTE, TENDO PRIORIDADE PESSOAS EM TRANSITO NA CIDADE.

 

NOSSA MISSÃO

Divulgar informações diversas sobre a cidade de Tucuruí e a Região e conseqüentemente permitir que todos possam acessar de forma democrática e universal essas informações.

 

NOSSA VISÃO

Ser o melhor site no ambiente web da Região e divulgar a cidade de Tucuruí

 

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Criatividade, ética, comprometimento e foco nos habitantes da Região.

 

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Recursos Culturais:

Até a emancipação do município, quando a população era composta em partes por brancos, negros e índios miscigenados ou primitivos, o povo e a cultura de Tucuruí formada em 200 anos de história, quase não sofreram influências nos seus costumes, comportamentos, hábitos e crenças. A cultura neste período, oriundo de uma história que começa em 1781, estava centralizada nos costumes empíricos locais. Porém, com o passar dos anos e acontecimentos que marcaram a história do município, entre estes a Estrada de Ferro, a Construção da Rodovia Transamazônica e a Construção da Hidrelétrica, observou-se que a cultura local recebeu considerável influência da cultura de outros estados, visto que, a migração ocorrida com estes acontecimentos, ocasionou a troca de experiências, hábitos e costumes.

   Uma mudança que se detecta facilmente, provenientes destes acontecimentos, é a linguagem popular ou sotaque do povo de Tucuruí, que nas últimas décadas se modificou, fugindo das tendências regionais caboclas, para se aproximarem das características habituais dos outros estados brasileiros dos quais tais populações migraram.

   Nas décadas de 40 e 50, as ramificações culturais do município, eram manifestações de forma aleatória, através das diversas comunidades. Existiam neste período manifestações folclóricas que representavam bem a cultura local, como Boi-Bumbás, Cordão de Pássaro e danças de Quadrilha, Samba de Cacete, Carimbó, Siriá, Lundu e outras. A culinária, os contos e lendas, e outros eram bastante diversificados e parecidos com a cultura regional amazônica, do Baixo e Médio Tocantins.

   Após um trabalho de resgate e valorização, fomentado nos últimos anos pelo Órgão Oficial de Cultura do Município e com esforço louvável da população de Tucuruí, que reconheceu o valor de suas manifestações culturais, hoje se pode dizer que mais e mais os valores oriundos da história deste município e transmitidos coletivamente ao longo da existência do povo que aqui reside e característicos da sociedade tucuruiense estão se fortalecendo, e principalmente, sendo reconhecidos, preservados e valorizados.

 

 Patrimônios:

    Apesar do município possuir alguns prédios, monumentos oriundos do período da Estrada de Ferro Tocantins, ainda não há um estudo de valorização para que possamos tombar tal patrimônio e incluí-lo como atrativos em algum roteiro turístico, a não ser uma das mais antigas locomotivas a vapor conservadas inteiras, popularmente conhecida como “Maria Fumaça”, que está exposta  ao lado do Centro Cultural, na Vila Permanente.

 

Acervos:

    Em termos de acervo museológico, o que município de Tucuruí possui está no Centro de Pesquisas Ambientais – CPA, pertencente a ELETRONORTE. São animais preservados através da taxidermia (técnica de empalhamento) de diversas espécies silvestres da Amazônia, os quais não resistiram ao estresse natural causado pela “Operação Curupira”, ou seja, o resgate de animais e plantas da imensa área durante a enchente do Lago da Usina Hidrelétrica, além de outros que foram vítimas dos caçadores. Também, são encontradas armas, armadilhas, redes de pesca, amostras de madeiras, etc... . Este acervo tem uma função didática e turística.

 

Manifestações Folclóricas:

   Danças, Folguedos e Bailados:

 

 Assim como em outras manifestações folclóricas, nas danças, folguedos e bailados o município de Tucuruí sempre sofreu influências dos valores culturais das  populações que para cá migraram, nos diversos  ciclos econômicos  ocorridos em Tucuruí e região. O certo é que, tais influências hoje já incorporadas a cultura local, adquiriram novas representatividades e valores, pois o encontro de diversas culturas acabou criando novos modos de manifestação presentes principalmente nas danças, entre estas se destacam: Boi-Bumbá, Cordão de Pássaro, Quadrilhas, Samba de Cacete, Carimbó, Siriá  etc., e a mais recente, a belíssima Dança do Tucunaré.     

 

Crendices, Contos e Lendas:

   Devido a uma formação cultural muito diversificada no município de Tucuruí, as crendices, contos e lendas, são ricas e de variadas temáticas. No entanto, as lendas, contam com o imaginário típico do homem amazônico, mais especificamente nas tradições populares paraenses da região do Tocantins, assim notamos na lenda da “A Cobra Norato”, que é das mais famosas e se espalha por toda a Amazônia, mas parece ter sido o centro de dispersão o trecho compreendido entre Patos e Abaetetuba. E assim como essa, há várias outras lendas, tais como: A Matinta-Pereira, A Menina que Virava Cobra, A Mulher de Branco, O Boto, O Barulho do Trole, Os Índios de Tucuruí, O Curupira, e muitas outras que estão no imaginário popular do povo de Tucuruí.   

 

Artesanato:

   O artesanato é outra modalidade que em Tucuruí se faz presente com fortes influências das migrações, que nas últimas décadas aconteceram no município, no entanto, possui uma das vertentes das mais autênticas e legítimas que uma cultura possa possuir.

   São os trabalhos diversos dos Índios Assurinis e Parakanãs, primitivos povos da região e, no entanto, ainda pouco conhecidos, pesquisados e valorizados. Com peças utilitárias decorativas, de valor histórico-cultural, e que hoje têm despertado uma excelente valorização nos mercados externos, pois são consideradas peças produzidas por povos de uma cultura autêntica ou ainda muito influenciadas pelos valores culturais modernos.

Já a produção artesanal urbana baseia-se em trabalhos de bordados, crochês, confecção de redes (influência nordestina), e trabalhos utilizando matérias primas naturais da região amazônica, como talas e cipós (influência cabocla regional). Recentemente, como acontece em outras partes do país, são confeccionados produtos artesanais, usando matérias primas industrializadas ou aproveitamento de material reciclável. 

   O município é constituído por uma cooperativa COOPAART (Cooperativa de Artesanato e Artes Plásticas de Tucuruí), e uma associação AAPATUC (Associação dos Artistas Plásticos e Artesões de Tucuruí).

 

Gastronomia:

    Após os períodos migratórios, nos quais Tucuruí recebeu fluxo de pessoas com seus hábitos e costumes vindos das várias regiões do país, principalmente do Nordeste e Centro-Oeste, além dos municípios vizinhos, a culinária local passou a absorver tais influências externas e apresentar pratos e comidas típicas, sendo estas feitas ou adaptadas com ingredientes regionais, como a grande diversidade de pescado e frutos, além do principal produto alimentício introduzido na região, a carne bovina.

   Tais influências gastronômicas apresentam-se em comidas como o vatapá, caruru, panelada (Nordeste), churrasco e massas em geral (Centro-Oeste, Sudeste e Sul), tacacá, maniçoba (regionais).

   A culinária local se apresenta principalmente, com as inúmeras espécies de pescados, proveniente do Grande  Lago da Usina Hidrelétrica Tucuruí, especialmente o Tucunaré, como exemplos de pratos têm: Tucunaré no Saco, Croquetes de Tucunaré, Tucunaré ao Forno, Tucunaré Assado na Folha de Bananeira, Tucunaré ao Leite de Coco, além de uso de outros pescados como o Pirarucu, Filhote, Mapará, etc, com os quais também são feitos excelentes pratos, tais como: Pirarucu ao Leite de Castanha-do-Pará, Acarí ao Molho de Tucupí, Filhote ao Molho de Camarão e Caldeirada de Filhote.

Além da diversidade de pratos, há também uma enorme quantidade de doces, sorvetes, licores e compotas feitas com as diversas frutas da região como o cupuaçu, o bacurí, o taperebá, o açaí, e inúmeras outras. 

 

Artes:

    Tucuruí possui algumas expressões artísticas que devem ser consideradas, obras estas que são demonstradas em esculturas, pinturas, desenhos e obras literárias e poéticas. Na vertente escultura, pintura e desenhos destacam-se artista com obras em entalhe em relevo na madeira, esculturas de madeiras, desenhos a grafite e pinturas a óleo sobre tela, com temas geralmente regionais. Nas artes literárias, Tucuruí se encontra num momento de aparecimento de novos valores e valorização das obras que são históricas-descritivas ou sintetizando a exaltação ao município.

 

Vultos e Personalidades Ilustres:

NOME

ÁREA DE ATUAÇÃO

Raimundo Ribeiro de Sousa

Política

Dom Cornélio Vermans

Religião, Social

Jacinto Ramos

Educação

Padre Pedro Hermans

Religião, Social, Cultural e Esporte

Pastor João Pereira

Religião

José Nery Torres

Política

Nicolau Zumero

Política

João Regis dos Santos

Social

Engenheiro Amyntas Lemos

Período Histórico da Estrada de Ferro

Darcilo Wahias de Abreu

Medicina

Adalberto Siqueira de Menezes

Período Histórico da Estrada de Ferro

Francisco de Assis Rios

Período Histórico da Estrada de Ferro

Engenheiro José Menezes Sena

Período Histórico da Estrada de Ferro

José Marcos dos Santos

Advocacia e Militar

Francisco Acyoli Meireles

Período Histórico da Estrada de Ferro

Humberto Rios

Período Histórico da Estrada de Ferro

Engenheiro Pedro Paulo Antônio Mileo

Política

Rui Aragão Batista

Social

Manoel Carlos Silva

Política

Felipa Maria Aranha

Formação Histórica do Município

Gov. José Nápoles Teles de Menezes

Formação Histórica do Município

Irmã Ivone Barros Lima

Religião e Educação

Padre Henrique

Religião

Agberto da Conceição Guimarães

Esporte

Levi Pinto de Mesquita

Esporte

Fulgêncio Barroso

Cultura Folclorística

Antônio Gomes da Silva

Cultura Carnavalesca

 

Manifestações Religiosas:

 

   Em 1920, chegou a Tucuruí, Nossa Senhora da Conceição como proteção divina, trazida por um diretor da Estrada de Ferro Tocantins, Dr. Amyntas Lemos, que era devoto da mesma, devido aos constantes ataques dos índios na Vila Alcobaça. Com a chegada da Santa, melhorou a vida religiosa dos funcionários, que começaram a festejar durante nove dias, iniciando em 29 de novembro, com celebrações, leilões, festas, bingos, etc..., visando arrecadar fundos para a construção de novos templos e obras de caridade.

   São José foi o segundo homenageado, considerando Santo da Chuva que se comemora no dia 19 de Março, entretanto, devido as incessantes chuvas e cheias do rio Tocantins do período, houve necessidade de se transferir sua festividade para o mês de maio.

    A festa de Nossa Senhora de Nazaré, é comemorada a nove anos neste município, em função da impossibilidade da maioria dos fiéis deslocarem-se até a cidade de Belém, para participarem do Círio. A mesma é realizada em outubro com 05 (cinco) dias de novenas, finalizando com a tradicional procissão.

   Mês Mariano, é quando acontecem as novenas nas congregações de cada bairro. No último domingo do mês de maio, há o encontro de todas as comunidades na Igreja Matriz para a realização da Santa Missa.

Os evangélicos, no segundo domingo de dezembro, em comemoração ao Dia da Bíblia, reúnem-se em um local, durante 03 (três) dias, para fazerem a leitura completa da Bíblia, com vários irmãos que a lêem sem interrupções, até concluir o tempo determinado, e no último dia fazem passeatas pelas ruas com faixas e cartazes. Outras igrejas promovem cruzadas de evangelismo, vigílias, encontros, congressos e correntes de oração.

 

A dança

 

Cultura indígena  

Com uma vertente legítima e autêntica da cultura local, o artesanato desenvolvido pelos índios Assurinis e Parakanãs, ainda que pouco conhecido e explorado, encanta por sua beleza primitiva.

As peças de uso decorativo ou mesmo as bijuterias confeccionadas por esses índios, têm um enorme valor histórico e cultural, que hoje tem despertado grande interesse do mercado externo, por serem consideradas peças feitas por povos de uma cultura autêntica, mesmo que influenciada pelos valores modernos.

A produção artesanal urbana sofre um pouco mais a influência imigratória cultural.Os trabalhos desenvolvidos pelos artesãos locais são em sua maioria bordados, crochês, confecção de redes (influência nordestina), peças que usam como matéria-prima, produtos da região amazônica, como talas e cipós.

Um trabalho que expressa muito bem a riqueza natural e a essência cultural da cidade. Um trabalho para ser apreciado de perto!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Culinária  

A culinária local apresenta forte influência gastronômica de outras regiões, em pratos como o Vatapá, Caruru e a Panelada, que vêm da região Nordeste do país para a mesa do Tucuruiense mas definitivamente o prato típico da cidade é o Peixe no Saco.

Já o churrasco e as diversas massas, vêm das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Tacacá e a Maniçoba são pratos típicos da região Norte.

Como não podia deixar de ser, os pratos feitos com pescados são os mais apreciados na cidade. Pratos preparados com Tucunaré, tais como: Tucunaré no Saco, Croquetes de Tucunaré, Tucunaré Assado na Folha de Bananeira e Tucunaré ao Leite de Coco, enchem os olhos e agradam a todos que experimentam. Outros saborosos peixes como o Pirarucu, o Mapará e o Filhote são também muito apreciados.

Os doces, sorvetes, licores e compotas feitas com frutas regionais como o Cupuaçu, o Bacuri, o Taperebá e o famoso Açaí são outras delícias que não se pode deixar de experimentar.

Cultura  

Com influência cultural das populações que para cá migraram, devido os diversos ciclos econômicos da cidade, as manifestações culturais apresentam-se diversificadas, porém com um toque do espírito Paraense.

 

•Manifestações Folclóricas

 - Danças, Folguedos e Bailados:

Assim como em outras manifestações folclóricas, nas danças, folguedos e bailados o município de Tucuruí sempre sofreu influências dos valores culturais das populações que para cá migraram, nos diversos ciclos econômicos  ocorridos em Tucuruí e região. O certo é que, tais influências, hoje já incorporadas à cultura local, adquiriram novas representatividades e valores, pois o encontro de diversas culturas, acabou criando novos modos de manifestação, presentes principalmente nas danças. Entre estas, destacam-se o Boi-Bumbá, o Cordão de Pássaro, a Quadrilhas, o Samba de Cacete, o Carimbó, o Síria, dentre outras. E como não podia deixar de ser, surgiram novas danças que tão bem representam a cultura local, como a belíssima Dança do Tucunaré.

  - Crendices, Contos e Lendas:

As crendices, contos e lendas de Tucuruí, são ricas e de variadas temáticas. Sendo que as lendas, em sua maioria, contam com o imaginário típico do homem amazônico, mais especificamente nas tradições populares paraenses da região do Tocantins. Como principal exemplo da dispersão do imaginário do homem amazônico, temos a lenda da “Cobra Norato”, que é das mais famosas e se espalha por toda a Amazônia, mas parece ter sido o centro de dispersão, o trecho compreendido entre Patos e Abaetetuba. E assim como essa existem várias outras lendas, tais como: A Matinta-Pereira, A Menina que Virava Cobra, A Mulher de Branco, O Boto, O Barulho do Trole, Os Índios de Tucuruí, O Curupira, e muitas outras  que estão no imaginário popular do povo Tucuruiense. 

 - Artes:

Tucuruí possui algumas expressões artísticas que devem ser consideradas. São obras demonstradas em esculturas, pinturas, desenhos e também na literatura e poesia. Na vertente escultura, pintura e desenhos, destacam-se artistas com obras de entalhe em relevo na madeira, esculturas de madeiras, desenhos a grafite e pinturas a óleo sobre tela, com temas geralmente regionais. Nas artes literárias, novos valores estão surgindo e tem-se dado bastante atenção à valorização das obras que são históricas-descritivas ou que sintetizam a exaltação ao município. 

•Manifestações Religiosas:

Devido aos constantes ataques dos índios na Vila Alcobaça, o diretor da Estrada de Ferro Tocantins, Dr. Amyntas Lemos, que era devoto da Nossa Senhora da Conceição, a trouxe para Tucuruí passando então a santa, a ser considerada a proteção divina do município. Com a chegada da Santa, houve uma significativa mudança na vida religiosa dos funcionários, que deram início a festejos realizados no mês de Novembro, durando nove dias. Com celebrações, leilões, festas, bingos, entre outros, os festejos tinham o objetivo de arrecadar fundos para a construção de novos templos e obras de caridade.

São José, considerado o Santo da Chuva, foi o segundo homenageado e tem as festividades que comemoram o seu dia, realizadas no mês de Maio. Embora o dia de São José seja 19 de Março, os fiéis transferiram as comemorações para Maio, pois as chuvas impedem os festejo no mês de seu aniversário.

Nossa Senhora de Nazaré, a padroeira do estado, tem sua festa de comemoração realizada há nove anos neste município, em função da impossibilidade da maioria dos fiéis deslocar-se até a cidade de Belém para participarem do Círio, uma das maiores manifestações religiosas do país. A mesma é realizada em outubro com 09 dias de novenas, sendo a peregrinação fluvial realizada no oitavo dia e o nono dia finaliza o festejo com a tradicional procissão.

O Mês Mariano é caracterizado pela realização de novenas nas congregações de cada bairro. No último domingo do mês de maio, há o encontro de todas as comunidades na Igreja Matriz para a realização da Santa Missa.

Os evangélicos, no segundo domingo de dezembro, em comemoração ao Dia da Bíblia, reúnem-se em um determinado local, durante 03 (três) dias para fazerem a leitura completa da Bíblia, onde vários irmãos a lêem sem interrupções, até concluir o tempo determinado. No último dia fazem passeatas pelas ruas com faixas e cartazes. Outras igrejas promovem cruzadas de evangelismo, vigílias, encontros, congressos e correntes de oração.


 

 

Boi Bumbá

Artefatos indígenas

Artesanato

Recursos Culturais:

   Até a emancipação do município, quando a população era composta em partes por brancos, negros e índios miscigenados ou primitivos, o povo e a cultura de Tucuruí formada em 200 anos de história, quase não sofreram influências nos seus costumes, comportamentos, hábitos e crenças. A cultura neste período, oriundo de uma história que começa em 1781, estava centralizada nos costumes empíricos locais. Porém, com o passar dos anos e acontecimentos que marcaram a história do município, entre estes a Estrada de Ferro, a Construção da Rodovia Transamazônica e a Construção da Hidrelétrica, observou-se que a cultura local recebeu considerável influência da cultura de outros estados, visto que, a migração ocorrida com estes acontecimentos, ocasionou a troca de experiências, hábitos e costumes.

   Uma mudança que se detecta facilmente, provenientes destes acontecimentos, é a linguagem popular ou sotaque do povo de Tucuruí, que nas últimas décadas se modificou, fugindo das tendências regionais caboclas, para se aproximarem das características habituais dos outros estados brasileiros dos quais tais populações migraram.

   Nas décadas de 40 e 50, as ramificações culturais do município, eram manifestações de forma aleatória, através das diversas comunidades. Existiam neste período manifestações folclóricas que representavam bem a cultura local, como Boi-Bumbás, Cordão de Pássaro e danças de Quadrilha, Samba de Cacete, Carimbó, Siriá, Lundu e outras. A culinária, os contos e lendas, e outros eram bastante diversificados e parecidos com a cultura regional amazônica, do Baixo e Médio Tocantins.

   Após um trabalho de resgate e valorização, fomentado nos últimos anos pelo Órgão Oficial de Cultura do Município e com esforço louvável da população de Tucuruí, que reconheceu o valor de suas manifestações culturais, hoje se pode dizer que mais e mais os valores oriundos da história deste município e transmitidos coletivamente ao longo da existência do povo que aqui reside e característicos da sociedade tucuruiense estão se fortalecendo, e principalmente, sendo reconhecidos, preservados e valorizados.

   Patrimônios: Apesar do município possuir alguns prédios, monumentos oriundos do período da Estrada de Ferro Tocantins, ainda não há um estudo de valorização para que possamos tombar tal patrimônio e incluí-lo como atrativos em algum roteiro turístico, a não ser uma das mais antigas locomotivas a vapor conservadas inteiras, popularmente conhecida como “Maria Fumaça”, que está exposta  ao lado do Centro Cultural, na Vila Permanente.

   Acervos: Em termos de acervo museológico, o que município de Tucuruí possui está no Centro de Pesquisas Ambientais – CPA, pertencente a ELETRONORTE. São animais preservados através da taxidermia (técnica de empalhamento) de diversas espécies silvestres da Amazônia, os quais não resistiram ao estresse natural causado pela “Operação Curupira”, ou seja, o resgate de animais e plantas da imensa área durante a enchente do Lago da Usina Hidrelétrica, além de outros que foram vítimas dos caçadores. Também, são encontradas armas, armadilhas, redes de pesca, amostras de madeiras, etc... . Este acervo tem uma função didática e turística.

Manifestações Folclóricas:

   Danças, Folguedos e Bailados:

 

 Assim como em outras manifestações folclóricas, nas danças, folguedos e bailados o município de Tucuruí sempre sofreu influências dos valores culturais das  populações que para cá migraram, nos diversos  ciclos econômicos  ocorridos em Tucuruí e região. O certo é que, tais influências hoje já incorporadas a cultura local, adquiriram novas representatividades e valores, pois o encontro de diversas culturas acabou criando novos modos de manifestação presentes principalmente nas danças, entre estas se destacam: Boi-Bumbá, Cordão de Pássaro, Quadrilhas, Samba de Cacete, Carimbó, Siriá  etc., e a mais recente, a belíssima Dança do Tucunaré.     

 

   Crendices, Contos e Lendas: Devido a uma formação cultural muito diversificada no município de Tucuruí, as crendices, contos e lendas, são ricas e de variadas temáticas. No entanto, as lendas, contam com o imaginário típico do homem amazônico, mais especificamente nas tradições populares paraenses da região do Tocantins, assim notamos na lenda da “A Cobra Norato”, que é das mais famosas e se espalha por toda a Amazônia, mas parece ter sido o centro de dispersão o trecho compreendido entre Patos e Abaetetuba. E assim como essa, há várias outras lendas, tais como: A Matinta-Pereira, A Menina que Virava Cobra, A Mulher de Branco, O Boto, O Barulho do Trole, Os Índios de Tucuruí, O Curupira, e muitas outras que estão no imaginário popular do povo de Tucuruí.     

Artesanato: O artesanato é outra modalidade que em Tucuruí se faz presente com fortes influências das migrações, que nas últimas décadas aconteceram no município, no entanto, possui uma das vertentes das mais autênticas e legítimas que uma cultura possa possuir.

São os trabalhos diversos dos Índios Assurinis e Parakanãs, primitivos povos da região e, no entanto, ainda pouco conhecidos, pesquisados e valorizados. Com peças utilitárias decorativas, de valor histórico-cultural, e que hoje têm despertado uma excelente valorização nos mercados externos, pois são consideradas peças produzidas por povos de uma cultura autêntica ou ainda muito influenciadas pelos valores culturais modernos.

   Já a produção artesanal urbana baseia-se em trabalhos de bordados, crochês, confecção de redes (influência nordestina), e trabalhos utilizando matérias primas naturais da região amazônica, como talas e cipós (influência cabocla regional). Recentemente, como acontece em outras partes do país, são confeccionados produtos artesanais, usando matérias primas industrializadas ou aproveitamento de material reciclável. 

   O município é constituído por uma cooperativa COOPAART (Cooperativa de Artesanato e Artes Plásticas de Tucuruí), e uma associação AAPATUC (Associação dos Artistas Plásticos e Artesões de Tucuruí).

   Gastronomia: Após os períodos migratórios, nos quais Tucuruí recebeu fluxo de pessoas com seus hábitos e costumes vindos das várias regiões do país, principalmente do Nordeste e Centro-Oeste, além dos municípios vizinhos, a culinária local passou a absorver tais influências externas e apresentar pratos e comidas típicas, sendo estas feitas ou adaptadas com ingredientes regionais, como a grande diversidade de pescado e frutos, além do principal produto alimentício introduzido na região, a carne bovina.

Tais influências gastronômicas apresentam-se em comidas como o vatapá, caruru, panelada (Nordeste), churrasco e massas em geral (Centro-Oeste, Sudeste e Sul), tacacá, maniçoba (regionais).

   A culinária local se apresenta principalmente, com as inúmeras espécies de pescados, proveniente do Grande  Lago da Usina Hidrelétrica Tucuruí, especialmente o Tucunaré, como exemplos de pratos têm: Tucunaré no Saco, Croquetes de Tucunaré, Tucunaré ao Forno, Tucunaré Assado na Folha de Bananeira, Tucunaré ao Leite de Coco, além de uso de outros pescados como o Pirarucu, Filhote, Mapará, etc, com os quais também são feitos excelentes pratos, tais como: Pirarucu ao Leite de Castanha-do-Pará, Acarí ao Molho de Tucupí, Filhote ao Molho de Camarão e Caldeirada de Filhote.

Além da diversidade de pratos, há também uma enorme quantidade de doces, sorvetes, licores e compotas feitas com as diversas frutas da região como o cupuaçu, o bacurí, o taperebá, o açaí, e inúmeras outras. 

  Artes:

   Tucuruí possui algumas expressões artísticas que devem ser consideradas, obras estas que são demonstradas em esculturas, pinturas, desenhos e obras literárias e poéticas. Na vertente escultura, pintura e desenhos destacam-se artista com obras em entalhe em relevo na madeira, esculturas de madeiras, desenhos a grafite e pinturas a óleo sobre tela, com temas geralmente regionais. Nas artes literárias, Tucuruí se encontra num momento de aparecimento de novos valores e valorização das obras que são históricas-descritivas ou sintetizando a exaltação ao município.

 

   Vultos e Personalidades Ilustres:

NOME

ÁREA DE ATUAÇÃO

Raimundo Ribeiro de Sousa

Política

Dom Cornélio Vermans

Religião, Social

Jacinto Ramos

Educação

Padre Pedro Hermans

Religião, Social, Cultural e Esporte

Pastor João Pereira

Religião

José Nery Torres

Política

Nicolau Zumero

Política

João Regis dos Santos

Social

Engenheiro Amyntas Lemos

Período Histórico da Estrada de Ferro

Darcilo Wahias de Abreu

Medicina

Adalberto Siqueira de Menezes

Período Histórico da Estrada de Ferro

Francisco de Assis Rios

Período Histórico da Estrada de Ferro

Engenheiro José Menezes Sena

Período Histórico da Estrada de Ferro

José Marcos dos Santos

Advocacia e Militar

Francisco Acyoli Meireles

Período Histórico da Estrada de Ferro

Humberto Rios

Período Histórico da Estrada de Ferro

Engenheiro Pedro Paulo Antônio Mileo

Política

Rui Aragão Batista

Social

Manoel Carlos Silva

Política

Felipa Maria Aranha

Formação Histórica do Município

Gov. José Nápoles Teles de Menezes

Formação Histórica do Município

Irmã Ivone Barros Lima

Religião e Educação

Padre Henrique

Religião

Agberto da Conceição Guimarães

Esporte

Levi Pinto de Mesquita

Esporte

Fulgêncio Barroso

Cultura Folclorística

Antônio Gomes da Silva

Cultura Carnavalesca

 

   Manifestações Religiosas:

 

   Em 1920, chegou a Tucuruí, Nossa Senhora da Conceição como proteção divina, trazida por um diretor da Estrada de Ferro Tocantins, Dr. Amyntas Lemos, que era devoto da mesma, devido aos constantes ataques dos índios na Vila Alcobaça. Com a chegada da Santa, melhorou a vida religiosa dos funcionários, que começaram a festejar durante nove dias, iniciando em 29 de novembro, com celebrações, leilões, festas, bingos, etc..., visando arrecadar fundos para a construção de novos templos e obras de caridade.

 

   São José foi o segundo homenageado, considerando Santo da Chuva que se comemora no dia 19 de Março, entretanto, devido as incessantes chuvas e cheias do rio Tocantins do período, houve necessidade de se transferir sua festividade para o mês de maio.

    A festa de Nossa Senhora de Nazaré, é comemorada a nove anos neste município, em função da impossibilidade da maioria dos fiéis deslocarem-se até a cidade de Belém, para participarem do Círio. A mesma é realizada em outubro com 05 (cinco) dias de novenas, finalizando com a tradicional procissão.

   Mês Mariano, é quando acontecem as novenas nas congregações de cada bairro. No último domingo do mês de maio, há o encontro de todas as comunidades na Igreja Matriz para a realização da Santa Missa.

Os evangélicos, no segundo domingo de dezembro, em comemoração ao Dia da Bíblia, reúnem-se em um local, durante 03 (três) dias, para fazerem a leitura completa da Bíblia, com vários irmãos que a lêem sem interrupções, até concluir o tempo determinado, e no último dia fazem passeatas pelas ruas com faixas e cartazes. Outras igrejas promovem cruzadas de evangelismo, vigílias, encontros, congressos e correntes de oração.

 

Culinária e cerâmica

Pesca

Manifestações folclóricas

 

     

                APOIO: ANTONIO ALBERTO Q. CASTRO (BETO)                                                                                                                                                                                   01/06/2012 19:14:54