HISTÓRIA DA CIDADE DE TUCURUÍ

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A região do munícipio em suas raízes era habitada por povos indígenas das tribos dos Assurinís, Parakanãs e Gaviões. Essas tribos com hábitos nômades diferenciavam-se por seus troncos étnicos e linguísticos. Os primeiros fatos históricos e registros da cidade, no entanto, datam apenas de 1781, quando o governador Telles de Menezes fundou a Vila de Pederneiras. A fundação realmente se efetivou com a construção em 1782 do forte de Fachina, denominado Nossa Senhora de Nazaré, criando o registro de Alcobaça. O forte tinha a finalidade de fiscalizar a navegação no rio Tocantins e o contrabando de ouro vindo de Goiás e Mato Grosso feito pelo rio.
Em 1870, o governador do Pará cria a freguesia de São Pedro no lugar de Pederneiras, integrada ao munícipio de Baião, então o principal núcleo populoso desse trecho do Tocantins. Em 1875, a freguesia de São Pedro de Pederneiras muda de localidade e denominação, passando a se chamar São Pedro de Alcobaça e situando-se na onde hoje é a cidade.
Em 1894, instala-se em Alcobaça a Companhia de Navegação Férrea Fluvial/Araguaia-Tocantins, com objetivo de construir a Estrada Ferro Tocantins ligando Alcobaça até a Praia da Rainha no município de Itupiranga(175 km), vencendo o trecho de corredeiras do rio Tocantins melhorando assim o intercâmbio com o estado de Goiás. Em 1895, inicia-se a construção da estrada e inúmeras pessoas deslocam-se para a região em busca de trabalho, principalmente nordestinos, mocajubenses e cametaenses.
As obras enfrentavam grandes dificuldades a malária vitimava um grande número de trabalhadores e os desníveis e a grande quantidade de igarapés da região atrapalhavam a execução do projeto. Os índios entretanto, desde os primeiros tempos foram pacificados e não causaram grandes problemas. O projeto da estrada margeava o rio, devido ao receio dos engenheiros em adentrarem a floresta, talvez esteja aí o motivo do fracasso do projeto que somente em 1946 recebeu sua primeira locomotiva, mais de cinquenta anos depois do ínicio de sua construção, e na década de 70 teve sua operação interrompida.
A memória dessa estrada não foi devidamente preservada, a estação virou mercado e a única locomotiva restante encontra-se em frente ao Centro Cultural da Eletronorte, na Vila Permanente. A via férrea por onde passava hoje é a rua Santo Antônio.
No governo de Magalhães Barata em 1943, a cidade passa a categoria de povoado e recebe a denominação de Tucuruí(que permanece até hoje). No dia 31 de dezembro de 1947, Tucuruí é desmembrada de Baião e é elevada a categoria de município. A primeira eleição é realizada em 13 de maio de 1948, tendo sido eleitos: Alexandre José Francês, prefeito, e Nicolau Zumero, vice-prefeito. O município é instalado em 29 de maio de 1948, com a posse dos vereadores e do prefeito, porém, por não ter sido instalado por um juiz de direito, contrariando a lei vigente, é reinstalado em 26 de junho de 1948 por um juiz da comarca de Cametá.
Nessa época a base econômica da cidade era a extração da castanha-do-pará e o comércio de madeira, tornando o local um movimentado entreposto comercial na região do Araguaia-Tocantins.
Os primeiros estudos para a construção de uma hidrelétrica que aproveitasse o potencial do rio Tocantins iniciaram-se por volta de 1957 e seguiram durante a década de sessenta. Com o início da ditadura militarfoi implantado no sul do estado o Projeto Grande Carajás, visando o desenvolvimento da Amazônia oriental através da atividade minero-metalúrgica e de projetos agropecuários-florestais. No entanto, para a consolidação desse projeto, Tucuruí tornava-se ponto decisivo.
Na década de 70 iniciam-se os trabalhos para a construção da hidrelética e o município começa a ganhar a infraestrutura necessária, são construidos um aeroporto e vilas para abrigar os operários, engenheiros e demais funcionários da obra.(Vilas Permanente e Temporárias I e II).As vilas da Eletronorte são verdadeiros condomínios fechados contando com água e esgoto tratados, ruas pavimentadas, supermercados, escolas, creches, clubes, entre outras comodidades.
A usina tem sua 1ª etapa concluída em 1984 e é inaugurada pelo presidente Figueiredo, com potência instalada de 4000 MW. A segunda etapa é concluída apenas em meados de 2007 elevando a capacidade para 8000 MW.
A Usina Hidrelétrica de Tucuruí mudou radicalmente a base ecônomica, a população e as perspectivas da cidade que pode ter sua história dividida em dois momentos muito distintos o antes e o depois da hidrelétrica.
Tucuruí hoje é uma cidade em constante crescimento, os royalties da usina alimentaram durante muito tempo o crescimento da cidade, no entanto com a sua última obraem finalização, a eclusa, faz-se necessário um planejamento do futuro da cidade.
A eclusa pode ser uma alternativa já que por ela vão passar grande parte da produção da região Centro-Oeste do país, o aproveitamento desse potencial e do turismo na região, que possui grande beleza e diversidade natural, são possibilidades viáveis para o desenvolvimento da região no pós-usina.

REGISTRO FOTOGRÁFICO HISTÓRICO DA CIDADE DE TUCURUÍ

 

Segundo o historiador Theodoro Braga, a origem do município de Tucuruí está relacionada com o povoado de Alcobaça,
fundado em 1781, pelo governador e capitão-general José de Nápolis Tello de Menezes. Por sua localização estratégica às
margens do rio Tocantins, a fundação do povoado de Alcobaça tinha um duplo caráter - o fiscal e o militar - sobre a
navegação naquele Rio. Posteriormente, pela Lei nº 661, de 31 de outubro de 1870, o povoado de Alcobaça foi elevado à
condição de Freguesia, com a denominação de São Pedro do Alto Tocantins, ficando situado no lugar conhecido como
Pederneiras, no município de Baião. Sendo substituído mais tarde, através da Lei nº 839, de 19 de abril de 1875, pelo nome
de São Pedro de Alcobaça, denominação que perdurou até o ano de 1943, quando pelo Decreto-Lei nº 4.505, de 30 de
dezembro, surge o nome de Tucuruí, não havendo registros da origem política ou geográfica da palavra. Sabe-se entretanto,
que esse nome foi dado em 1944, por ocasião da mudança em todo o país, de nomes de cidades e vilas repetidos.
Registra-se que, em 1895, o engenheiro João Vasco Manoel de Bramm, escolheu o lugar de Alcobaça para ser o ponto
inicial da Estrada de Ferro Tocantins, tendo construído nesse local, alojamentos para o pessoal que iria trabalhar na ferrovia,
iniciando as atividades dessa construção em setembro de 1895. Esse fato contribuiu para o repovoamento do local,
registrando-se afluência de pessoas que iriam trabalhar na obra, cuja rota fora concebida para ter 179 km de extensão,
partindo de Alcobaça até a praia da Rainha.
A colonização de Tucuruí deveu-se, em parte, à grande procura de pessoas que demandavam a região do Tocantins,
atraídos pelas riquezas naturais, bem como pela facilidade de acesso ao Estado de Goiás.
Até 1947, Tucuruí permaneceu anexado ao território do município de Baião, ocasião em que a Lei nº 62 artigo 36, de 31 de
dezembro daquele ano, concedeu-lhe autonomia municipal, durante o governo de Luís Geolós de Moura Carvalho,
desmembrando-o assim do território de Baião.
Em 1991,no dia 13 de dezembro, seu território passou por vários desmembramentos. Através da Lei nº5.686, do município
de Tucurui, juntamente com parte dos territórios dos municípios de Rondon do Pará e Jacundá, foi criado o município de
Goianésia do Pará; com a Lei nº5.702 dos terras de Tucurui, Jacundá e Pacajá, originou-se o município de Novo
Repartimento; e das terras de Tucurui, Moju e Rondon do Pará, com a Lei nº5.703, foi criado o município de Breu Branco.
Atualmente possui apenas o distrito-sede.
A construção da hidrelétrica transformou a vida da população local, e mudou a paisagem e a configuração geográfica de
Tucuruí, assim como reestruturou a economia e a história do Município.


Em pouco mais de 50 anos de existência, Tucuruí tem sua história transformada pela construção da Usina Hidrelétrica. Nesses dois momentos distintos, antes e depois do funcionamento da usina, não foi apenas a configuração geográfica do município que mudou. A base econômica, a formação da população e as perspectivas acompanharam essa transformação radical, fazendo de Tucuruí, hoje, um pólo de geração de energia com capacidade para explorar, de forma racional, as belezas naturais enriquecidas pelo lago artificial.
Quem chegasse a Tucuruí em 1947, recém elevado à condição de município, encontraria um lugar aprazível à margem do rio Tocantins, na época um movimentado entreposto comercial da região formada pelos rios Tocantins e Araguaia.
Em 1950, segundo o Recenseamento Geral, Tucuruí tinha 2448 habitantes. A população se concentrava na cidade de Tucuruí e na vila de Remansão. Existiam ainda os povoados de Nazaré dos Patos e Muru, mas ambos com menos de 100 habitantes.
Naquela época, a base da economia de Tucuruí era a extração da castanha-do-pará, chegando o município a exportar, em 1956, mais de 3 mil hectolitros do produto. O comércio de madeira era a outra atividade econômica digna de destaque. O município importava quase tudo o que consumia, uma característica que permanece até hoje, à exceção dos gêneros alimentícios.
Cinco décadas depois, sob as bênçãos de São José, o padroeiro do município, a população teve um crescimento extraordinário, saltando para quase 90.000 habitantes.
A geração de energia é sua principal fonte de arrecadação. Mas o município também investe em outros setores econômicos, como a produção agrícola, a pecuária, a exploração de madeiras e a atividade pesqueira.
Tucuruí tem mais de 50 anos de emancipação política. Mas sua história começa a ser escrita ainda no século XVII, quando em 1625 o frei Cristovão de Lisboa chegou à região pretendendo fazer contato com os índios. Em 1781, o governador José Napoles Telles de Menezes fundou o lugarejo de São Bernardo de Pederneiras e, no ano seguinte, criou o Registro de Alcobaça.
Já no século XIX, a região do Tocantins-Araguaia passou a ser ocupada por aqueles que chegavam em busca de suas riquezas naturais, e também interessados na proximidade com as terra que hoje formam os estados de Goiás e Tocantins. O núcleo populacional formado às margens do rio Tocantins, no lugar conhecido como Pederneiras, município de Baião, passou a ser a freguesia de São Pedro de Alcântara em 31 de outubro de 1870, através da Lei nº661.
Nova denominação foi dada em 19 de Abril de 1875, pela Lei nº839. O local foi chamado de São Pedro de Alcobaça até 30 de dezembro de 1943, quando passou a denominar-se Tucuruí, por força do Decreto-Lei nº 4.515. O novo nome, cuja origem indígena significa "rio dos gafanhotos" ou "rio das formigas", permanece até hoje, identificando o local que, quatro anos depois, seria desmembrado de Baião para se tornar o município de Tucuruí, através da Lei nº062, artigo 36, de 31 de dezembro de 1947. Em 13 de maio do ano seguinte foram realizadas as primeiras eleições municipais. A Câmara foi instalada no dia 29 do mesmo mês.
Tucuruí sempre esteve destinado a construção de grandes projetos. Primeiro foi a construção de uma estrada de ferro, objetivando transpor as cachoeiras do Tocantins, entre Tucuruí e Marabá, e ligar Belém a Goiás. Com 391 km , a ferrovia iria de Alcobaça a Boa Vista do Tocantins. Foi criada então a Companhia de Viação Férrea e Fluvial do Tocantins, que depois de 1905 passou a chamar-se Companhia de Estradas de Ferro do Norte do Brasil. Em 1908, foram inaugurados 43 km da ferrovia, que chegou a 84 km , com as seguintes estações em seu percurso"Arumateua (Km-25), Breu Branco (Km-43), Independência (Km-53), Tucuruí (Km-68), e Região (Km-97). A Companhia encerrou as atividades e o acervo da ferrovia foi adquirido pelo Governo Federal. Hoje, porém, não mais existe, já que a estrada de ferro foi extinta em 1974. Depois foi a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, que viria a ser a maior Usina Hidrelétrica genuinamente nacional e a maior obra em concreto já realizada no Brasil.
Situada na Região Sudeste do Pará, à margem do rio Tocantins, Tucuruí cresce nessas cinco décadas de emancipação e, com a construção da hidrelétrica, tornou-se o maior centro gerador de energia do país. Em 22 de novembro de 1984, o então presidente, João Batista Figueiredo, inaugurou não apenas a Hidrelétrica de Tucuruí, mas um novo tempo na história do município e do próprio Estado do Pará.

 


 

Praça Jarbas Passarinha

Estação da Estrada de Ferro Tocantins

 

Local onde hoje é a Feira Municipal

Centro da Cidade no final da década de 70


A origem do município de Tucuruí, palavra que na língua indígena significa "Rio de Gafanhotos" ou "Rio de Formigas" , remonta o ano de 1782, quando era governador do Pará José de Nápole Têlo de Menezes, conforme registra a Grande Enciclopedia da Amazônia do historiador Carlos Roque. Naquele ano a fundação do Forte da Fachina levou ao surgimento do forte de Alcobaça. Também chamado de Nossa Senhora de Nazaré, o forte tinha duas funções bem distintas a fiscal e a militar.

Em 31 de outubro de 1870 foi criada pela Lei n. 661 a Freguesia de São Pedro de Alcântara. no lugar conhecido como Pederneiras pertencente ao município de Baião, onde se concentrava o maior número de habitantes daquele trecho do Rio Tocantins. O nome da freguesia foi mudado para São Pedro de Alcobaça em 19 de abril de 1875, através da Lei 839.

Em 1980, o governo republicano autorizou a construção de varias linhas férreas, entre as quais a Estrada de Ferro Tocantins que tinha por objetivo possibilitar o acesso aos Estados de Goiás e Pará, impossibilitado por via fluvial devido aos trechos encachoeirado do Rio Tocantins, a construção até Jatobal, um trecho de 117 km, trouxe vários benefícios para a freguesia, como a construção de uma escola e de um hospital, deixando a cidade um ponto estratégico entre Belém, Goiás e o sertão do Maranhão. Em 1894 a freguesia foi completamente destruída pelos índios Assurinis da reserva Trocará. Através do Decreto n.4505, de 30 de dezembro de 1943, o nome Tucuruí substituiu São Pedro de Alcobaça.

Até 1947 Tucuruí pertenceu ao território de Baião. A Lei 63 de 31 de dezembro daquele ano, criou o município de Tucuruí.

A Estrada de Ferro Tocantins foi extinta em 1974, mas desde o ano anterior já estava chegando a cidade os empregados da Eletronorte que iriam trabalhar na construção da Usina Hidrelétrica Tucuruí. A obra de grande dimensão provocou uma verdadeira explosão demográfica em Tucuruí, que não tinha infra-estrutura para receber tanta gente. A rotina da cidade passou a girar em torno das obras da hidrelétrica, que começaram em 1976. A usina foi inaugurada em 1984, levando energia elétrica para vários pontos do Estados e também para o Nordeste do país, mas  acabou provocando um grave problema social, ao dispensar milhares de trabalhadores que não tinham outra opção de emprego.

Além da sede do município o núcleo onde moram os trabalhadores da hidrelétrica. chamada de Vila Permanente, construído pela Eletronorte.


Primeiro lançamento de concreto da UHE Tucurui Camargo Correa e Garcia Llanno

Inauguração do primeiro gerador em 1984

 

Inauguração gerador 13 em 2002

 

Inauguração do gerador 17

Inauguração das Eclusas

 


        Em março de 1980 ocorre uma das maiores cheias no rio Tocantins, superando a mais conhecida, de 1926. A cidade de Tucurui e a usina a ser construida 7 km a montante se localizam no baixo Tocantins, na cota 19 metros em relação ao nivel do mar.

Na UHE Tucurui, em 1980  as obras estão nas fundações, com ensecadeiras de mais de 56 m de desnivel entre a crista e a fundação de rochas. Os trabalhos de concretagem estão na primeira fase. A ensecadeira é um pouco diferente daquelas construidas em Ilha Solteira e Jupiá. Pela característica do rio, tem um muro defletor de concreto na extremidade a montante, para evitar a erosão. A crista da ensecadeir da montante tem cota 27 m e a da jusante de 19 m em relação ao nivel do mar.

        Para a previsão de vazão, o sistema da usina contava com 5 postos de supervisão, que faziam leituras diárias enviadas ao centro de processamento de informação. No dia 16/2, a vazão chega a 35.000 m3/s. No dia 25 / 2, o volume é de 51.000 m3/s, com previsão de passar dos 60.000 m3/s no começo do mes de março. Com esta vazão prevista, a crista da ensecadeira a montante e a jusante  pode ser superada pelo nivel do rio e emergencialmente é realizado o levantamento da ensecadeira em 3 metros, bem como do muro defletor para minimizar o risco de overtopping.  Com estas providências, a ensecadeira passa a poder suportar uma vazão de até 70.000 m3/s. Em dois de março de 1980 a máxima vazão é atingida e chega a 61.000 m3/s, não representando risco para a obra.


 

 

PREFEITOS DE TUCURUÍ

1948 a 1952 - Alexandre José Francez
1953 a 1956 - Nicolau Zumero
1957 a 1960 - Alexandre José Francez
1961 a 1964 - José Kleber Beliche
1965 a 1968 - Raimundo Ribeiro de Souza
1969 a 1972 - José Kleber Beliche
1973 a 1976 - Manoel Carlos da Silva
1977 a 1982 - Pedro Paulo Antônio Miléo
1983 a 1988 - Cláudio Furman
1989 a 1992 - José Soares do Couto Filho
1993 a 1996 - Parsifal de Jesus Pontes
1997 a 2000 - Cláudio Furman
2001 a 2004 - Parsifal de Jesus Pontes
2005 a 2008 - Cláudio Furman

Origem do Nome do Município:

   O nome de Tucuruí é de origem Tupi. Língua esta das várias tribos indígenas que ainda habitam a região. Para alguns autores o vocábulo viria de: Tucuruí – gafanhoto e Y – rio; assim, Tucuruí + y seria “rio dos gafanhotos”. Danúzio Pompeu faz uma observação sobre o equívoco desta interpretação, pois dificilmente ocorreria um metaplasmo de alteamento coválico para a transformação do a em u. fundamentado numa obra de Luiz Caldas Tibiriçá, “Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi”. Segundo a obra, o verbete Tucuruí viria de Tycu–roy = líquido frio, gelado. Essa definição é muito mais aceitável, visto que nas imediações da cidade, os rios e os igarapés são de águas frívolas. Isto derruba a primeira argumentação do mesmo autor no “Dicionário Tupi Português” que gerou esta interpretação equivocada de rio dos gafanhotos. Tanto é que existe até um rio por nome Gelado, recentemente desmembrado de Tucuruí e que integra atualmente o território de Novo Repartimento. Nem “rio das formigas”, muito menos “rio dos gafanhotos”, Tucuruí pode ser derivado de Tycu-roy ou então de Pucuru-y, rio das panelas, alusão aos solapos existentes ao longo do leito do rio.

   Origem Nativa:

   Se considerarmos o território de Tucuruí na data de emancipação, portanto, antes da Barragem da Hidrelétrica, a origem nativa do município, pode estar ligada a três povos ou nações indígenas, embora duas atualmente, devido a formação do lago e a emancipação de Novo Repartimento, tiveram que ser removidos para outras áreas demarcadas em outros municípios.

   Os Assurini, ainda no município com troco linguístico tupi, os Parakanãs também com troco linguístico tupi e os Gaviões com troco linguístico jê, que com seus hábitos e culturas, provavelmente nômades, se diferenciavam um dos outros pelos seus troncos étnicos lingüísticos, foram os primeiros habitantes do município de Tucuruí.

De estatura mediana ou alta, como é o caso dos Gaviões, que fogem sensivelmente aos padrões dos índios da região, de cor morena, nariz angulado, olhos pretos e cabelos negros lisos, tais tribos viviam em tabas coletivas cobertas com palhas secas retiradas de palmeiras da região. Dotadas de espírito aguerrido e forte, prova desta afirmação, eram os constantes ataques feitos por essas tribos durante a construção da Estrada de Ferro. Gostavam de procriar, eram hábeis no manejo do arco e fecha, fisgavam peixes nos turbulentos rios e igarapés da região e nas matas flechavam as caças para suas sobrevivência.

Colonização, Fundação até os dias Atuais:

    Os primeiros fatos históricos que se têm registros da cidade e do município de Tucuruí datam de 1781, quando a Vila de Pederneiras foi fundada pelo Governador José Nápoles Telles de Menezes. No entanto, a cidade de Tucuruí verdadeiramente, foi fundada por volta de Fevereiro de 1782, quando o governador Telles de Menezes mandou construir um Forte de Fachina, denominado Nossa Senhora de Nazaré, criando assim o registro de Alcobaça. A este fato já existia no local um Mocambo comandado por uma mulher chamada Felipa Maria Aranha. Esta destemida senhora governava cerca de 300 negros que haviam fugido em sua maioria de engenhos ou cacauais da região de Cametá. Os negros que haviam fugido da escravidão viviam em uma verdadeira república, inclusive, com uma jurisdição policial por eles criada, praticando uma agricultura de subsistência e, é a partir daquele Mocambo que se inicia a história do atual município de Tucuruí.

Em 1894, a Vila que já tinha mais de um século de existência teria sido destruída pelos Índios Assurini, a qual foi novamente reativada com duas finalidades: uma para fiscalizar a navegação do Rio Tocantins e a outra de natureza militar, assim o Forte da Fachina Nossa Senhora de Nazaré passa a ter o objetivo de controlar o contrabando de ouro de Goiás e Mato Grosso.

   Em 1895, quando a Companhia de Navegação Férrea se instalou em Alcobaça já se encontrava no local a família Barroso. Dois dos quatros irmãos, Bertino e Manoel Barroso, vieram da povoação Mutuacá (Município de Cametá) e instalaram-se no, hoje, Bairro da Matinha, enquanto ou outros dois fixaram-se na margem direita do rio, na Pedra Grande.

Com o início da construção da Estrada de Ferro, muitos cametaenses, mocajubenses, nordestinos e sertanejos migraram para a povoação de Alcobaça, com o objetivo de trabalharem na Estrada de Ferro Norte do Brasil, pela Companhia de Navegação Férrea Fluvial/Araguaia-Tocantins. Construída com o capital francês, tornou-se realidade o sonho de seu idealizador, o Deputado e ex-governador das províncias de Mato Grosso e Goiás, Couto de Magalhães, o maior navegador e estudioso dos Rios Araguaia e Tocantins, do tempo do Império.

   Ignácio Moura já vislumbrava, em 1896, o belíssimo porto que seria Tucuruí, “um dia o porto da mais importante cidade do Tocantins”.

   Tucuruí começou pequena, em função da extinta Estrada de Ferro Tocantins. Dispunha em 1896 de “um casarão de madeira coberto com folhas de zinco, destinado a servir de escritório e residência da administração e do pessoal técnico da Estrada de Ferro (...)”. Oito ou nove casas cobertas de telhas de zinco ou de cavaco, destinada a servir de acomodações ao resto do pessoal de construção, armazéns, escritório, etc., completavam toda a casaria (...) ponto inicial da mais importante via férrea do Norte da República. Prossegue Ignácio Moura ”Alcobaça é uma localidade triste; o rio aperta-se entre a ilha de Santos, de uma margem a outra, o que não só acabrunha (...) como fará variar o canal de navegação, que deveria ser bem mais fraco a uns dois ou três quilômetros abaixo”. Continua este autor, descrevendo as perspectivas de Tucuruí. “Pelas imperiosas circunstâncias topográficas do destino, sendo edificada, será talvez a mais importante (cidade) do estado, depois de Belém”.

   Em 31 de Outubro de 1870, pela Lei nº. 662, o Governador do Pará criou a freguesia de São Pedro, no lugar Pederneiras, nome devido “ao grande número de pedras de fuzil (seixos) que alastram a (...) região (...) utilizadas nas espingardas antigas”. Essa localidade integrava o Município de Baião, então o principal núcleo populoso deste trecho do rio Tocantins.

   O lugar denominado Pederneiras, no vasto território do município de Baião, foi elevado a condição de freguesia pela Lei nº. 661, de 31 de Outubro de 1870. Já em 19 de Abril de 1875, pela Lei nº. 839, a freguesia de São Pedro de Pederneiras muda de localidade e de denominação, passando a chamar-se São Pedro de Alcobaça e situa-se no local onde hoje é a cidade. Esta denominação perdurou até 30 de Dezembro de 1943. No governo de Magalhães Barata, quando pelo Decreto-Lei nº. 4.505, passa a categoria de povoado com a denominação de Tucuruí, que persiste até hoje, e pela qual é reconhecida internacionalmente. Com a Lei nº. 62 (art.36), de 31 de Dezembro de 1947 foi criado o município de Tucuruí, desmembrado de Baião. Segundo a lei nº. 158 de 31 de Dezembro de 1948, publicada no Diário Oficial do Estado a 16 de Fevereiro de 1949, alterou-se a Lei nº. 62/47 principalmente na configuração do território municipal.

   Depois do advento da República, o Engenheiro João Manoel de Brahum, em 1895, escolheu o ponto inicial para a construção da Estrada de Ferro Tocantins. A escolha recaiu no lugar Alcobaça, pouco acima do lugar Pederneiras, onde foram construídos os alojamentos dos trabalhadores da ferrovia. A rota planejada estender-se-ia por 175 km, de Tucuruí até a Praia da Rainha, vencendo totalmente as corredeiras do rio Tocantins. Entretanto, só foi construído o trecho até Jatobá ou Jatobal, no município de Itupiranga, hoje totalmente inundado pelo lago da hidrelétrica. A primeira locomotiva chegou nesta localidade em 19 de Setembro de 1946, ou seja, mais de cinqüenta anos após o início da construção da linha férrea. Por isso, foram grandes os festejos de inauguração, contando inclusive, com a presença do Engenheiro Administrador e várias autoridades.

   As febres intermitentes – malária - grassavam por estas plagas. Ignácio Moura chegou a comparar a Estrada de Ferro Tocantins a Madeira-Mamoré, em virtude do grande número de trabalhadores vitimados pela doença da selva. Ainda havia um contraponto que custou tempo e dinheiro a nação, vencer os infinitos igarapés e os desníveis do terreno, na época, superados com enxadas e facões. Os índios nunca foram empecilhos a construção da estrada. A única vez que apareceram, lançaram flechas, sem, no entanto acertar nenhum trabalhador, pois estes fugiram desesperadamente. O engenheiro chefe, então, mandou o Capitão Pedro, índio aculturado, acompanhado de mais seis companheiros para tentarem identificar o grupo. Após seis cansativos dias de busca pela mata, retornaram afirmando que apenas conseguiram identificar os vestígios do grupo. Os índios dessa região, desde os primeiros tempos, foram pacificados e buscavam cada vez mais distância dos homens brancos que tomavam suas terras. Se não fossem as reservas indígenas confirmadas pelo Governo federal na década de setenta, talvez nenhum sinal tivesse dos primeiros habitantes de Tucuruí.

   O povoamento de Tucuruí foi se fortalecendo com o advento da Estrada de Ferro, pois desde 1895, inúmeras pessoas procuravam o local a fim de trabalhar na respectiva obra. No entanto, tal fato foi intensificado a partir de 1911, depois de vencerem os contratos de vários consórcios na época chamados sindicatos. O próprio Moura, fiel defensor do projeto, o criticava. Segundo ele: “o projeto comete o equívoco de ir margeando o rio, pois os engenheiros que projetaram tinham medo de adentrarem mais para o centro, ou seja, se a estrada fosse mais para o centro evitaria a construção de muitas pontes, pois se utilizaria simples bueiros”. Talvez esteja aí, o motivo do grande fracasso que foi a Estrada de Ferro Tocantins, desativada em meados dos anos 70, cuja memória não foi devidamente preservada. A estação virou mercado, a única das locomotivas que restou está exposta em frente ao Centro Cultural na Vila Permanente e algumas casas remanescentes, hoje são residências particulares de ex-funcionários da estrada de ferro.            A via férrea por onde passava, hoje é a Rua Santo Antônio. A ponte sobre o Igarapé Santana, oriundo da Inglaterra, foi removida para dar lugar a uma de concreto, que suportasse o tráfego daquela avenida. Quem chega hoje em Tucuruí não encontra nenhum elemento que relembre o ponto inicial da construção da cidade – a Estrada de Ferro – ou algo que a ela remete.

   Foi pela Lei nº. 62, Art. 36, de 31 de Dezembro de 1947, que Tucuruí foi elevado a categoria de município, sendo seu território desmembrado do município de Baião. A primeira eleição foi realizada em 13 de Maio de 1948, tendo sido eleito Alexandre José Francês, prefeito; Nicolau Zumero, vice-prefeito; José Aristeu dos Prazeres, Vital Ferreira de Vasconcelos, João Dias da Silva e José Nery Torres, vereadores. O município foi instalado no dia 29 de Maio de 1948, com a posse dos vereadores e do prefeito constitucional. O município de Tucuruí foi reinstalado em 26 de Junho de 1948, por um juiz de direito da Comarca de Cametá, pois houvera sido instalado por um protetor no exercício do juizado de direito. Isso contrariava a lei vigente, para tanto a reinstalação legal foi necessária no dia 26 de Junho de 1948.

   O município de Tucuruí foi consolidado logo após a inauguração do primeiro e único trecho da Estrada de Ferro, dela sobrevivendo por muitos anos, assim como da madeira e da castanha-do-pará, abundante em seu território, e que hoje se tornam elementos raros.

   Por volta de 1957, começaram os primeiros estudos para a construção da hidrelétrica, para aproveitar o potencial do rio Tocantins. Assim, os estudos iniciais continuavam pelos anos sessenta. Com o golpe militar de 64 e a intensificação do endividamento externo do país, passa o projeto da hidrelétrica a integrar-se ao Programa Grande Carajás, implantado no Sul do Pará. Este projeto visa a exploração da maior reserva de ferro do mundo. Deste modo, na década de 70 intensificaram-se os trabalhos para a construção da hidrelétrica.

   O Programa Grande Carajás, segundo os argumentos do regime militar, era um desafio lançado a todos os segmentos da sociedade brasileira e visava o desenvolvimento da Amazônia oriental. É um projeto mínero-metalúrgico imenso, junto com projetos agropecuário-florestais. Tucuruí era ponto decisivo para a realização dele. A hidrelétrica iria suprir toda a área com 4 mil MW, cujo início de operação estava previsto para Dezembro de 1983, sendo inaugurado apenas em Agosto de 1985. Assim é que Tucuruí ganha a BR-422, variante da Transamazônica, o aeroporto, a hidrelétrica, a hidrovia – até o momento não concluído – e toda a infra-estrutura advinda desse projeto.

   Assim, intensifica-se durante a década de 70, a instalação dos serviços de infra-estrutura em Tucuruí. O município por pouco tempo passou a ser área de segurança nacional.

   A construção da Vila Permanente para abrigar os operários da obra quebra todos os recordes mundiais de terraplanagem. As vilas da Eletronorte são verdadeiros condomínios fechados. É o primeiro mundo encravado na Amazônia. Nas vilas têm: água tratada, esgoto tratado, ruas pavimentadas, supermercados, escolas, creches, etc.

Finalizada a etapa de construção da hidrelétrica, na segunda metade da década de 80, a desativação gradual das Vilas Temporária I e II propiciam uma melhoria na infra-estrutura urbana de Tucuruí. Com os royalties da produção de energia elétrica e da área inundada pela barragem, Tucuruí só perde em arrecadação para a capital do Estado. Assim é que a cidade, a partir dos anos noventa, muda radicalmente e sua face. Passando a dispor de uma belíssima urbanização e a gozar de uma boa infra-estrutura governamental.

   Deve-se destacar que Tucuruí foi um dos pólos agropecuários do Programa Grande Carajás e gozava de financiamentos fartos para a indústria madeireira e para a criação de gado, afirmando-se nesta última como um dos mais importantes pólos do Estado do Pará.

   Foi como advento da obra da hidrelétrica que se fez uma mini-reforma agrária as margens do lago da hidrelétrica, onde foram construídas estradas vicinais e assentados milhares de pequenos agricultores. A inundação de vários povoados pelo lago da hidrelétrica obrigou a Eletronorte a construir dois povoados com infra-estrutura urbana. Deste modo, são construídos Novo Repartimento na porção sudoeste e Breu Branco a leste, hoje prósperos municípios emancipados de Tucuruí em 31 de Dezembro de 1992. O primeiro em localização geográfica privilegiada no trevo da Transamazônica com a Br-422, a 76 km de Tucuruí floresce prodigiosamente. O segundo pela proximidade, 28 km, e pela facilidade de acesso dispõe de uma das mais modernas fábricas de silício metálico do mundo, a DOW CORNING.

Assim sendo, observa-se que o desenvolvimento e prosperidade do município de Tucuruí e região sempre vieram atrelados e/ou ligados aos grandes projetos e aos incentivos do Governo Federal. Tanto que agora está em fase de conclusão as eclusas da barragem da Usina Hidrelétrica Tucuruí que tornará novamente navegável o rio Tocantins até o planalto central, tornando a cidade de Tucuruí, como outrora, novamente uma espécie de entreposto de transporte comercial, consolidando de Tucuruí como a maior e mais importante cidade da microrregião.

   

Notas Históricas (Cronologia):

1615 - Daniel de La Touche “Senhor de La Ravardiere” e seus homens, já conheciam o Baixo Tocantins, onde os franceses pretendiam fundar a FRANÇA EQUINOCIAL.

1625 - A primeira viagem que a história registra foi realizada por Frei Cristóvão de Lisboa, com objetivo de catequizar os índios da região.

1781 - Foi fundado o lugarejo São Bernardo de Pederneiras, pelo governador José Nápoles Telles de Menezes.

1782 - O Governador Telles de Menezes criou o Registro de Alcobaça com o caráter militar e alfandegário, visando conter a fuga dos escravos de Cametá. Neste mesmo ano, o Major Engenheiro João Vasco Manuel Braun, vindo instalar o registro de Alcobaça, encontrou o mocambo composto de 300 negros, sob o comando da negra Felipa Maria Aranha.

1868 - O General José Vieira Couto de Magalhães fez o levantamento da Carta Hidrográfica dos rios Araguaia e Tocantins, com o objetivo de mandar por via fluvial, munição para as tropas brasileiras para atacar o exército paraguaio por sua retaguarda, com isso o Governo Imperial deu-lhe a concessão da navegação férrea fluvial dos rios Araguaia/Tocantins.

1875 - No dia 19 de Abril, pela Lei nº. 832, surge a Freguesia de São Pedro de Alcobaça.

1890 - Através do Decreto nº. 862, do dia 16 de Outubro, o Governo Republicano, concedeu ao General Jardim a liberação para ser construída a Estrada de Ferro Norte do Brasil.

1894 - A Companhia de Navegação Férrea instalou-se em Alcobaça.

1895 - Início dos trabalhos da construção da Estrada de Ferro Norte do Brasil, com objetivo de transpor o trecho encachoeirado do rio entre Alcobaça, e a praia da rainha no município de Itupiranga, visando um melhor intercâmbio com Estado de Goiás.

1943 - Surge pelo Decreto-Lei nº. 4.505 a nova denominação ao lugar Alcobaça, Tucuruí.

1946 - Em Setembro, os trilhos atingiram o km 117 em Jatobal, município de Jacundá, já com a denominação de Estrada de Ferro Tocantins.

1947 - O Governador do Pará, Luiz Geolás de Moura Carvalho através da Lei nº. 063, de 31 de Dezembro de 1947, publicada no Diário Oficial em 18 de Janeiro de 1948, emancipa Tucuruí de Baião.

1970 - Deu-se a integração rodoviária de Tucuruí com a Transamazônica, não havendo a necessidade da permanência da Estrada de Ferro para resolver a problemática para que fora construída, uma vez que já se tinham opções de vários tipos de transportes.

Anos 70 - Devido a crise de petróleo, surgiu a necessidade do aproveitamento do potencial hídrico nas várias bacias hidrográficas do país, com construção de hidrelétricas, entre elas a de Tucuruí. Como primeira medida neste sentido, foi criada a ELETRONORTE, subsidiária da ELETROBRÁS, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, criada em 20/06/73, responsável pela coordenação do programa de Energia Elétrica em toda Amazônia Legal.

1974 - É extinta a Estrada de Ferro do Tocantins.

1977 - A rotina da cidade começa então a girar em torno da construção da Usina Hidrelétrica.

1984 - Em 22 de Novembro, finalmente o Presidente João Figueiredo inaugura a Usina Hidrelétrica Tucuruí.

* Material Pesquisado e cedido por João Marques Cardoso, com trechos do documentário “Nossa Terra, Nossa Gente”, produzido pela TV Floresta.

 

     

                APOIO: ANTONIO ALBERTO Q. CASTRO (BETO)                                                                                                                                                                                   11/03/2012 18:00:43