USINA HIDRELÉTRICA TUCURUÍ

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NOSSA MISSÃO

Divulgar informações diversas sobre a cidade de Tucuruí e a Região e conseqüentemente permitir que todos possam acessar de forma democrática e universal essas informações.

 

NOSSA VISÃO

Ser o melhor site no ambiente web da Região e divulgar a cidade de Tucuruí

 

NOSSOS VALORES

Criatividade, ética, comprometimento e foco nos habitantes da Região.

 

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FICHA TÉCNICA

LOCALIZAÇÃO

RIO TOCANTINS, ESTADO DO PARÁ, A 300 KM EM LINHA RETA DE BELÉM, COORDENADAS GEOGRÁFICA: LATITUDE 03o 45' 03''S, LONGITUDE 49o 40' 03''W

CAPACIDADE INSTALADA

1a ETAPA 12 UNIDADES 350 MW MAIS 2 UNIDADES AUXILIARES DE 20 MW= 4275MW, 2a ETAPA 11 UNIDADES DE 375 MW= 4125MW

DADOS HIDROLÓGICOS

Área de drenagem do rio Tocantins 758 000 Km2

Vazão máxima registrada 68 400 m3/s

Descarga de projeto para desvio 56 000 m3/s

Descarga de projeto do vertedouro 100 000 m3/s

Descarga limite 110 000 m3/s

 

Reservatório

 NA máximo normal  74m

NA máximo maximorum 75,3m

NA mínimo operacional 51,6m

Cota da crista 78m

Área inundada no NA máximo normal 3007km2

Volume total acumulado (cota 72m) 45.500hm3

Volume total acumulado (cota 74m) 50.275hm3

Volume útil 35.320hm3

Cota de coroamento das estruturas 77,578,0m

Queda líquida nominal 60,8m

 

Tomada d'água e Casa de Força Primeira etapa

 Tipo de tomada d'água Incorporada à barragem

Tipos de casas de força Abrigada

Comprimento da tomada d'água 366m

Comprimento da casa de força 375m

Comprimento da casa de força incluído área de montagem 530m

Número de comportas planas 12

Diâmetro do conduto 10,40m

 

Tomada d'água e Casa de Força Segunda etapa

 Tipo de tomada d'água Incorporada à barragem

Tipos de casas de força Abrigada

Comprimento da tomada d'água 353m

Comprimento da casa de força 353m

Número de comportas planas 12

Diâmetro do conduto 11,40m

 

Turbinas dos Grupos Principais

Tipo Francis

Quantidade na 1ª etapa 12

Potência máxima exigida 350MW

Capacidade para queda nominal 316MW

Capacidade para queda mínima 250MW

Rotação nominal 81,8rpm

Descarga turbina para queda nominal 576m3/s

Queda normal 60,80m

Diâmetro rotor 8,10m

Engolimento nominal 575m3/s

Quantidade na 2ª etapa 11

Potência máxima exigida 375MW

Rotação nominal 81,8rpm

Queda nominal 61,7m

Diâmetro do rotor 8,46m

Engolimento nominal 679m3/s

 

Turbinas dos Grupos Auxiliares

 Número 2

Tipo Francis

Capacidade Nominal 20 mw

Queda nominal 60,80m

Rotação 327,27 rpm

Engulimento nominal 39,50 m3/s

 

Níveis d'água de Jusante

 NA máximo excepcional 24,5m

NA máximo normal (12 turbins operando) 6,8m

NA mínimo normal (3 turbinasoperando) 3,96m

 

Barramento (1ª Etapa)

 Altura máxima 95m

Cota crista 78m

Comprimentos

Barramento final no eixo 8 005m

Estruturas de concreto 1 190m

Eclusa (cabeça de montante emconcreto)  244m

Barragens de terra/enrocamento e diques 6 571m

Volumes

Estruturas de concreto 6.247.237m3

Eclusa (cabeça de montante em concreto) 0,4x106m3

Barragens de terra/enrocamento e diques 80.864.890m3

Escavações 50.223.118m3

 

Vertedouro

Tipo salto de esqui,comportas de segmento

Comprimento 580m

Altura máxima 86,5m

Número de comportas de 20 x 21m 23

Número de adufas de desvio de 6,5 x 13m 40

Capacidade de descarga 110.000m3/s

 

Barragens de Terra e de Enrocamento e Diques

Barragens da margem esquerda 18,8x106m3

Barragens do canal do rio e da margem direita 33,2x106m3

Diques 2,4 x106m3

 

Barragem de Gravidade primeira etapa e Área de Montagem

Comprimento dos blocos de gravidade 120m

Comprimento da área de montagem 120m

 

Principais volumes de obra da Segunda etapa

 Escavações comuns 4.209440m3

Escavações em rocha 2.233.100m3

Concreto CCV 1.359.483m3

Concreto CCR 199.317m3


VÍDEOS RELACIONADOS A USINA HIDRELÉTRICA TUCURUÍ

USINA HIDRELÉTRICA

 

 


 

  

ACESSO COMANDO

  

CASA DE FORÇA 2 / ÁREA DE MONTAGEM

  

ÁREA DE MONTAGEM 2 / GA

  

 

USINA HIDRELÉTRICA TUCURUÍ

  

APRESENTAÇÃO 

A Usina Hidrelétrica Tucuruí é a maior obra de engenharia já realizada na Amazônia, um marco da engenharia mundial de barragens, pela sua magnitude, execução e operação. Dominar o Rio Tocantins foi uma tarefa de gigantes. Levar máquinas, equipamentos e trabalhadores, dos mais distantes lugares do Brasil e do mundo, exigiu uma complexa logística, com a construção de estradas, aeroporto e vilas residenciais. A construção de Tucuruí é uma história que mistura a garra e a criatividade do povo brasileiro com o profissionalismo da engenharia nacional.

Tucuruí foi construída em duas etapas, tendo inicialmente 12 unidades geradoras principais (350 MW) e duas unidades geradoras auxiliares (22,5 MW). Na 2ª etapa mais 11 unidades geradoras de 375 MW, totalizando 25 unidades e uma potência instalada de 8.370 MW consolidando a Eletrobras Eletronorte como sendo a terceira maior geradora do País, e representando aproximadamente 10% de toda a capacidade instalada no Brasil, fazendo chegar milhões de megawatts a praticamente a todas as regiões brasileiras por meio do Sistema Interligado Nacional - SIN. São atendidos também os grandes projetos minero-metalúrgicos, o que resulta nos maiores contratos de fornecimento de energia elétrica no mundo.

Tucuruí também representa a formalização de um compromisso do Governo Federal com as populações circunvizinhas ao empreendimento. A montante e a jusante da barragem estão sendo realizados investimentos em projetos de saúde, educação, meio ambiente, desenvolvimento urbano, agricultura familiar, etc. São dezenas de projetos socioambientais, todos voltados para o desenvolvimento sustentável e para a melhoria das condições de vida das comunidades do entorno.  

Além de obras de infraestrutura, Tucuruí proporciona a difusão de conhecimento e melhorias das condições de educação, como por exemplo, por meio do convênio  firmado com a Universidade Federal do Pará que se destina a criar na região um centro de  referência nas áreas de Engenharia Elétrica, Civil e Mecânica. Na área de meio ambiente existem convênios com diversas e renomadas instituições de pesquisa, como o Museu Paraense Emílio Goeldi.

 

 HISTÓRIA 

Na história da Eletrobras Eletronorte, 21 de novembro de 1975 é uma data especial. Nesse dia, começaram as obras de infra-estrutura da Usina Hidrelétrica Tucuruí, no sudeste do Pará. A Empresa começou a atuar no Estado do Pará com a missão de preparar a infraestrutura energética necessária para atender ao pólo minero-metalúrgico que seria instalado no oeste do Pará. No Pará, a Eletrobras Eletronorte também é responsável pela operação da Usina Hidrelétrica Curuá-Una.

 

GERAÇÃO

 Construída em duas etapas, Tucuruí tem capacidade instalada de 8.370 MW. As obras da primeira casa de força — com 12 unidades geradoras de 350 MW, duas auxiliares de 22,5 MW e potência instalada de 4.245 MW – foram concluídas em dezembro de 1992. Em junho de 1998, foi iniciada a construção da segunda casa de força, com 11 unidades geradoras de 375 MW e potência instada total de 4.125 MW, concluída em dezembro de 2006.

Os investimentos na expansão da Usina Hidrelétrica Tucuruí totalizaram R$ 3,7 bilhões. No período de construção e montagem não houve qualquer restrição orçamentária e as obras nunca foram interrompidas. No pico dos trabalhos, o canteiro de obras empregou sete mil trabalhadores.

 

TRANSMISSÃO

 Principal geradora do Sistema Norte-Nordeste, Tucuruí passou a fazer parte do SIN em março de 1999 com a conclusão da Interligação Norte-Sul. Essa linha permite a preservação de  reservatórios hidrelétricos em outras regiões durante o período hidrológico favorável no Rio Tocantins.

A energia firme e renovável de Tucuruí é escoada por linhas de transmissão de 230 kV e 500 kV. Além de atender os mercados do Pará, Maranhão e Tocantins, com cerca de 3.500 MW médios mensais, a Usina exporta energia para os sistemas Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

 

RESPONSABILIDADE SOCIAL

A energia distribuída pela Eletrobras Eletronorte a partir de Tucuruí beneficia cerca de 40 milhões de brasileiros. Além desse benefício, a Empresa desenvolve outras atividades junto às comunidades da área de influência da Usina.

Entre os projetos, destacam-se o Plano de Inserção Regional da UHE Tucuruí (Pirtuc) e o Plano Popular de Desenvolvimento Sustentável da Região a Jusante da UHE Tucuruí (Pirjus). Por meio desses programas, a Eletrobras Eletronorte vai investir, em 20 anos, R$ 360 milhões em projetos de saúde pública, educação, meio ambiente, desenvolvimento urbano e agricultura familiar.

O Pirtuc é desenvolvido em parceria com as prefeituras de Breu Branco, Goianésia do Pará, Itupiranga, Jacundá, Nova Ipixina, Novo Repartimento e Tucuruí. O Pirjus com os municípios de Cametá, Mocajuba, Baião, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru e Oeiras do Pará, Moju, Abaetetuba e Barcarena.

São diversas as obras, tais como pavimentação asfáltica, construção de escolas, hospitais, doação de equipamentos e maquinários, projetos de capacitação, erradicação do analfabetismo e geração de renda.

As prioridades são relacionadas à Agricultura Familiar, Aqüicultura e Pesca, Saúde e Saneamento Básico, Educação e Formação Profissional, Meio Ambiente e Ordenamento Territorial e Infra-Estrutura para o Desenvolvimento. Todas as ações estão sendo implementadas num período de 20 anos (até 2022) e envolvem recursos da ordem de R$ 200 milhões.

No entorno da Hidrelétrica, a Eletrobras Eletronorte promove atividades para melhorar a qualidade de vida das comunidades. São campanhas de vacinação, prevenção de doenças, doação de sangue; investimentos em projetos de esporte, lazer e cultura; apoio na execução de programas de educação ambiental, coleta seletiva do lixo, melhor utilização e reaproveitamento de recursos naturais, acompanhamento da qualidade da água a montante e jusante do barramento, reciclagem, conscientização ambiental e desenvolvimento sustentável junto a populações ribeirinhas e pescadores.

 

MEIO AMBIENTE

 Em Tucuruí, o gerenciamento ambiental foi adotado antes mesmo da existência de exigências legais no País. Atualmente, o gerenciamento ambiental da Hidrelétrica orienta-se pelo Plano de Ações Ambientais, que têm como objetivo mitigar, compensar, ou controlar os impactos ambientais decorrentes da operação da Usina.

A Eletrobras Eletronorte promove o desenvolvimento sustentável da pesca por meio da  preservação de espécies e do estoque pesqueiro, além da qualificação dos pescadores artesanais. Também está sendo feita a demarcação de parques aqüícolas para a produção de peixes em tanques-rede e um centro de produção de alevinos.

Outras ações envolvem a recuperação de áreas degradadas pela extração de solos. Esta atividade é suprida pelo banco genético de 82 espécies florestais coletadas antes da inundação do reservatório, mantido na Ilha de Germoplasma. Ali também estão cerca de 400 espécies de árvores que servirão como matrizes para coleta de sementes de diversas espécies para serem replantadas em toda a Região Amazônica.

Esse programa também é uma alternativa de geração de renda para a comunidade indígena Parakanã, que já comercializa sementes de mogno, tatajuba e castanha-do-pará.

Em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Estado do Pará (Sectam), a Eletrobras Eletronorte auxilia na implantação e manejo de unidades do Mosaico de Unidades de Conservação do Lago de Tucuruí e do Parque Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas. O Mosaico, formado pela Área de Proteção Ambiental do Lago de Tucuruí e pelas reservas de Desenvolvimento Sustentável Alcobaça e Pucuruí-Ararão, é o primeiro em implantação no País com recursos de compensação ambiental.

A pesca no lago da Usina é a principal atividade econômica para mais de dez mil pescadores da região, que conseguem tirar do reservatório uma média de seis mil toneladas de peixes por ano. O Programa de Pesca e Ictiofauna envolve ações de conservação das espécies de peixes, gerenciamento do estoque pesqueiro, cursos de aproveitamento total do pescado, capacitação profissional, além da distribuição de alevinos de espécies regionais para projetos de criação em tanques.

  

HISTÓRICO

 1969

O Comitê Coordenador dos Estudos Energéticos da Amazônia – Eneram inicia os estudos para identificar o potencial energético da bacia hidrográfica da Amazônia.

 1972

Relatório final do Eneram destaca o aproveitamento do trecho do Rio Tocantins entre Tucuruí e Marabá.

 1973

Criação da Eletrobras Eletronorte (20 de junho).

 1974

A Eletrobras Eletronorte passa a coordenar estudos do inventário do Rio Tocantins. Relatório final aponta viabilidade da obra.

 1975

Início do desvio do Rio Tocantins.

 1977

Início oficial das obras civis.

 1978

Início das obras de interligação do sistema de transmissão N/NE.

Convênio com a Funai define atuação da Eletrobras Eletronorte em áreas indígenas

Início da concretagem do vertedouro.

1979

Elaborado Plano de Controle Ambiental.

 1980

Assinados os primeiros contratos de fornecimento de energia.

Fim da geração térmica a óleo diesel no oeste do Maranhão.

 1981

Chegada dos primeiros equipamentos importados.

Energia fornecida pela Chesf começa a abastecer canteiro de obras.

 1982

A obra mobiliza 30.200 pessoas.

1983

Chegada das primeiras rodas de turbina e transformadores.

 1984

Início do enchimento do reservatório.

Entrada em operação da primeira turbina (9  de novembro).

Inauguração oficial com a operação da segunda turbina.

 1985

Entrada em operação da terceira, quarta e quinta turbinas.

Conclusão da Operação Curupira, com o resgate de 282 mil animais.

 1986

Entrada em operação da sexta turbina.

O sul do Pará começa a ser atendido.

Entra em operação do segundo circuito da LT Presidente Dutra-São Luís.

 1987

Entrada em operação da sétima e oitava turbinas.

Desativação do parque térmico de Belém.

 1988

Duplicada LT entre a Usina e a subestação Presidente Dutra (MA).

Energizados transformadores das subestações de Vila do Conde (PA), Marabá (PA), Imperatriz (MA) e Presidente Dutra (MA).

1989

Entrada em operação da nona e décima turbinas.

 1991

Entrada em operação da 11ª turbina.

 1992

Conclusão da primeira fase com a operação da 12ª turbina (5 de novembro), totalizando 4.245 MW de potência instalada.

1993

A energia de Tucuruí abastece o Tocantins com a operação da LT entre Imperatriz (MA) e Porto Franco (MA).

 1994

Inaugurada a LT Utinga-Santa Maria, que abastece o nordeste do Pará.

 1996

Início do Tramo Oeste, para atender ao oeste do Pará, e de LT para atender abastecer o Baixo Tocantins.

1997

Início da construção do Linhão Norte-Sul.

 1998

Início das obras civis da segunda etapa.

 2001

Conclusão das obras de terraplenagem e início da montagem eletromecânica dos equipamentos.

 2002

Aprovação do Plano de Inserção Regional – Pirtuc.

Conclusão da barragem de terra e enrocamento.

 2003

Aprovação do Plano de Desenvolvimento Sustentável à Jusante – PDJUS.

Entrada em operação comercial da 13ª, 14ª e 15ª turbinas.

2004

Entrada em operação da 16ª e 17ª  turbinas.

Início da implantação do Mosaico de Unidades de Conservação e do Parque Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas.

Aprovado convênio do Projeto de Ordenamento Territorial da Região a Jusante da Usina Hidrelétrica Tucuruí.

 2005

Entrada em operação da 18ª, 19ª e 20ª turbinas.

 2006

Entrada em operação da 21ª, 22ª e 23ª turbinas

  

CURIOSIDADES

 Cimento – O cimento utilizado na construção da obra corresponde a 21.600.400 sacos. Se fossem empilhados, alcançariam uma altura superior ao Monte Everest (8.850 m), ponto mais alto da Terra. Lado a lado, no sentido de maior dimensão, alcançariam uma distância equivalente a 25 vezes entre as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Aço- As cerca de 222 mil toneladas de aço usadas na construção de Tucuruí seriam suficientes para construir 27 torres Eiffel (7.700 t). Emendadas em barras de 12 m e bitola de 25 mm, teriam comprimento equivalente a 1,4 vez a circunferência do Equador, ou a três vezes a distância aérea entre as cidades do Rio de Janeiro e Tóquio.

 Aterros- O volume total dos aterros executados na obra, da ordem de 59.400.000 m³, daria para preencher 21,6 Maracanãs (2.750.000 m³).

Concreto- O volume de concreto utilizado, da ordem de 8.000.000 de m³, daria para construir 14 pontes Rio-Niterói, ou 133 Maracanãs.

Transmissão - Na implantação da primeira etapa do sistema de transmissão de Tucuruí foram erguidas 1.941 torres e lançados cerca de 9.700 quilômetros de cabos. O peso das torres totalizou 12.744.000 quilos, o equivalente a 15 mil fuscas.

Novas tecnologias - Eliminação do vertedouro complementar a partir de novos estudos de capacidade do reservatório e laminação das cheias;

- Redução de volumes de material escavado e concreto com a elevação dos níveis de escavação das estruturas de concreto;

- Elevação da soleira da tomada d’água da cota 27 a cota 34,67 metros, com o redimensionamento dos elementos eletromecânicos e utilização de maior percentual de concreto  massa;

- Eliminação de parte do concreto de envolvimento dos condutos forçados, tornando-os parcialmente aparentes, com redução de 56.000m³ no volume global de concreto;

- Adoção de tomadas d’água de refrigeração independente para cada unidade, evitando-se interrupções das unidades para manutenção dos equipamentos de arrefecimento;

- Os filtros de água de refrigeração deixaram de ser embutidos em estruturas de concreto massa, facilitando a manutenção e eventuais substituições;

- Otimização do sistema de drenagem da tomada d’água, com a eliminação das galerias transversais e dos poços de drenagem e reaproveitamento de bombas de drenagem existentes no vertedouro;

- Utilização de concreto compactado a rolo em regiões com considerável volume de concreto massa.

- Adoção de um sistema de gestão embasado nas normas ISO 9002/94, que permitiu a otimização dos recursos disponíveis e a garantia da qualidade e de cumprimento dos prazos de construção nos parâmetros exigidos pelo setor elétrico brasileiro. (Publicação Eletrobrás Eletronorte)

 
 

CASA DE FORÇA 1 /  VERTEDOURO

  

ÁREA DE MONTAGEM 1 E 2  /  UHE

  

UHE VISTA DA ECLUSA 1  /  TOMADA D'ÁGUA

  

ECLUSA 1 E UHE  /  MIRANTE COU

CASA DE FORÇA 1  /  VERTEDOURO

 

INFORMAÇÕES DA USINA HIDRELÉTRICA TUCURUÍ 

Usina hidrelétrica Tucuruí, é uma usina hidrelétrica brasileira localizada a 400 km de Belém no estado do PARÁ, município de Tucuruí. Foi construída para a geração de energia elétrica e para tornar navegável um trecho do rio Tocantins cheio de corredeiras. A sua barragem de terra tem 11 km.  

Espanto. Foi essa a sensação que tiveram os primeiros trabalhadores que chegaram ao local onde seria construída a barragem da Usina Hidrelétrica Tucuruí. Diante dos 1.850 metros de largura do caudaloso Rio Tocantins a ser barrado, e da vazão descomunal, muitos se perguntaram: “Como vamos dominar este rio?” O espanto inicial deu lugar ao desafio. E o desafio, ao feito. No leito onde foi barrado o Tocantins ergueu-se a obra que se tornou um marco da engenharia brasileira.

A região era uma incógnita para a maioria dos que, em 1974, começaram a se deslocar em direção à pequena cidade Tucuruí, então com três mil habitantes, com a missão de construir a primeira Usina de grande porte na Amazônia.

Chegar ao local da obra era um desafio. Pelo ar, a pequena pista de pouso de grama do acanhado aeroporto local limitava o pouso a aeronaves de pequeno porte. Por terra, era necessário percorrer 1.200 km a partir de Belém, via Estreito (MA), ou 912 km pela PA-70, hoje BR-222, passando por Marabá (PA). E pelo rio, a partir de Belém, o deslocamento era feito principalmente em embarcações de pequeno porte.   

IDENTIFICAÇÃO DAS PRINCIPAIS PARTES DA UHE TUCURUÍ


 

A Usina Hidrelétrica de Tucuruí - UHE Tucuruí foi inaugurada em novembro de 1984 e está situada no Rio Tocantins, 350 km ao sul de Belém, capital do Estado do Pará.

A UHE Tucuruí tem 8.370 milhões de kilowatts instalados, atendendo a 96% do mercado de energia elétrica do Pará, 99% do Estado do Maranhão, além do norte do Estado de Tocantins e do Intercâmbio de energia com outras  regiões do Pais.

A concessão da UHE Tucuruí foi outorgada a Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A-ELETRONORTE através do decreto nº 74.279, de 11/07/74. Atualmente é a quarta maior usina do mundo e a maior integralmente nacional.

Além de ser geradora de energia, a UHE Tucuruí também atua como agente de desenvolvimento na região, propiciando empregos, aumento no nível de qualidade de vida e incentivo na área comercial, industrial e social da região.

A ampliação da oferta de energia gerada pela UHE Tucuruí foi permitida, com a implantação da segunda Casa de Forca. Essa 2ª Etapa do empreendimento abriu um mercado consumidor gigantesco, uma vez que possibilitou a interligação energética com as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

A UHE Tucuruí e o Sistema de Transmissão a ela associado são empreendimentos pioneiros no aproveitamento do vasto potencial energético da região amazônica.

O empreendimento da UHE Tucuruí foi concebido para ser realizado em duas etapas. As obras da 1ª Etapa iniciaram em novembro de 1975 e em novembro de 1984 entrou em operação comercial a primeira unidade geradora.

Em dezembro de 1992 foi concluída a motorização dessa etapa com 12 unidades geradoras de 350 MW e 2 unidades auxiliares de 20 MW, e no  final  de 2006 a unidade  11 da  Segunda  Etapa ou a  ultima unidade do conjunto total de 23 unidades.   

 

CORTE DA CASA DE FORÇA QUE MOSTRA O ENCAMINHAMENTO DO FLUXO D'AGUA REPRESENTADO PELAS SETAS VERMELHAS

 

Hoje é praticamente impossível pensar no desenvolvimento da economia brasileira sem a energia gerada, há 20 anos, pela maior usina genuinamente nacional. As 12 turbinas da primeira etapa, somadas às 11 já montadas e em funcionamento, de um total de 23 da fase de ampliação, geram 8.370 MW de energia, o suficiente para abastecer 28 cidades do tamanho de Belém.
A usina já gerou, desde sua inauguração, mais de 360 milhões de MWh de energia. A energia gerada por Tucuruí equivale, a preço de hoje, a R$ 35 bilhões, beneficiando cerca de 13 milhões de habitantes em 360 municípios do Pará, Maranhão e Tocantins, além do intercâmbio com a Região Nordeste e a interligação com os sistemas elétricos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
 O custo total da obra de duplicação de Tucuruí é de US$ 1,4 bilhão, com recursos próprios, do BNDES e da Eletrobrás.

 

PRINCIPAIS COMPONENTES DA GERAÇÃO ELÉTRICA E DO TURBINAMENTO DE ÁGUA (ENERGIA MECÂNICA)

 

IMAGENS FEITAS ANTES DO ENCHIMENTO DAS ENSECADEIRAS DE MONTANTE E JUSANTE DA CASA DE FORÇA II


 

INFORMAÇÕES GERAIS DE UMA USINA HIDRELÉTRICA

Usina hidrelétrica é um complexo arquitetônico, um conjunto de obras e de equipamentos, que tem por fins produzir energia elétrica através do aproveitamento do potencial hidráulico existente em um rio.

Os países que usam esse tipo de forma de obter energia, em larga escala, através da água tem rios largos e caudalosos, ou seja, um grande potencial eléctrico. O Brasil se encontra apenas atrás do Canadá e Estados Unidos, sendo o terceiro maior do mundo em potencial hidroeléctrico.

As centrais hidrelétricas geram, como todo empreendimento energético, alguns tipos de impactos ambientais como o alagamento das áreas vizinhas, aumento no nível dos rios, em algumas vezes pode mudar o curso do rio represado, podendo, ou não, prejudicar a fauna e a flora da região.Todavia, é ainda um tipo de energia mais barata e menos agressiva ambientalmente do que outras como a energia nuclear, a do petróleo ou a do carvão.Cada caso deve ser analisado individualmente por especialistas em engenharia ambiental e/ou engenharia hidráulica. Geralmente para seus estudos e projetos são utilizados modelos matemáticos e modelos físicos.

O cálculo da potência de uma usina é efetuado através de estudos de hidrologia por engenheiros hidráulicos e hidrólogos.A água movimenta uma turbina hidráulica à qual está ligada, por um eixo mecânico, a um gerador que produz a energia elétrica e a transmite para uma ou mais linhas de transmissão que é interligada à rede de distribuição.

Um sistema eléctrico de energia é constituído por uma rede interligada por linhas de transmissão ( transporte). Nessa rede estão ligadas as cargas (pontos de consumo de energia) e os geradores (pontos de produção de energia). Uma Central hidroeléctrica é uma instalação ligada à rede de transporte que injecta uma porção da energia solicitada pelas cargas.

A forma construtiva básica é a mesma para todos os tipos: um rotor dotado de um certo número de pás ou palhetas, ligados a um eixo que gira sobre um conjunto de mancais de deslizamento ou mancais de pastilhas, por questões de durabilidade não são usados).
As turbinas podem ser usadas para movimentar um outro equipamento mecânico rotativo, como uma bomba, compressor ou ventilador, ou podem ser usadas para a geração de eletricidade e nesse caso são ligadas a um gerador.

Também tem aplicação na área de propulsão naval, ou aeronáutica.

Todos os tipos podem ter uma rotação fixa ou variável, dentro de uma determinada faixa. Contudo, quando são usadas para geração de energia elétrica, a rotação costuma ser mantida num valor fixo para manter a frequência da rede constante.

A principal diferença entre os diversos tipos é o fluido de trabalho. Em decorrência disso, é claro, há outras, tais como a temperatura máxima de operação, a potência máxima, a vazão mássica de fluido, a pressão de trabalho e os detalhes construtivos e dimensões.

As maiores já construídas em termos de dimensões são as turbinas hidráulicas; as que trabalham a maiores temperaturas são as turbinas a gás, e as que são submetidas a maior pressão são as turbinas a vapor.

Todos os tipos possuem aplicação em uma ampla faixa de potência, que pode variar de 300 kw, para acionamento de ventiladores, até 1200 MW, estas últimas em instalações nucleares.

  As turbinas hidraulicas são projetadas para transformar a energia mecânica (a energia de pressão e a enegia cinetica) de um fluxo de água, em potência de eixo. Atualmente são mais encontradas em usinas hidrelétricas, onde são acopladas a um gerador elétrico, o qual é conectado à rede de energia. Contudo também podem ser usadas para geração de energia em pequena escala, para as comunidades isoladas.

As turbinas hidráulicas dividem-se entre quatro tipos principais: Pelton, Francis, Kaplan, Bulbo. Cada um destes tipos é adaptado para funcionar em usinas, como uma determinada faixa de altura de queda. As vazões volumétricas podem ser igualmente grandes em qualquer uma delas, mas a potência será proporcional ao produto da queda (H) e da vazão volumétrica (Q).

Em todos os tipos há alguns princípios de funcionamento comuns. A água entra pela tomada de água, a montante da usina hidrelétrica que está num nível mais elevado, e é levada através de um conduto forçado até a entrada da turbina. Lá a água passa por um sistema de palhetas guias móveis, que controlam a vazão volumétrica fornecida à turbina. Para se aumentar a potência as palhetas se abrem, para diminuir a potência elas se fecham. Após passar por este mecanismo a água chega ao rotor da turbina. Nas turbinas Pelton, não há um sistema de palhetas móveis, e sim um bocal com uma agulha móvel, semelhante a uma válvula. O controle da vazão é feito por este dispositivo.

Por transferência de quantidade de movimento parte da energia potencial dela, é transferida para o rotor na forma de torque e velocidade de rotação. Devido a isto a água na saída da turbina está a uma pressão pouco menor que a atmosférica, e bem menor do que a inicial.

Após passar pelo rotor, um duto chamado tubo de sucção, conduz a água até a parte de jusante do rio, no nível mais baixo. As turbinas Pelton, têm um princípio um pouco diferente (impulsão) pois a pressão primeiro é transformada em energia cinética, em um bocal, onde o fluxo de água é acelerado até uma alta velocidade, e em seguida choca-se com as pás da turbina imprimindo-lhe rotação e torque.

As turbinas hidráulicas, ao contrário dos outros tipos, são montadas com o eixo no sentido vertical. Um mancal de escora suporta todo o peso das partes girantes da turbina e do gerador que é montado logo acima dela.

Normalmente, devido ao seu alto custo e necessidade de ser instalada em locais específicos, as turbinas hidráulicas são usadas apenas para gerar eletricidade. Por esta razão a velocidade de rotação é fixada num valor constante.

 

Partes de uma turbina

Uma turbina é constituída basicamente por cinco partes: caixa espiral, pré-distribuidor, distribuidor, rotor e eixo, tubo de sucção.

Caixa espiral

É uma tubulação de forma toroidal que envolve a região do rotor. Esta parte fica integrada à estrutura civil da usina, não sendo possível ser removida ou modificada. O objetivo é distribuir a água igualmente na entrada da turbina.

É fabricada com chapas de aço carbono soldadas em segmentos. A caixa espiral conecta-se ao conduto forçado na secção de entrada, e ao pré-distribuidor na secção de saída.

Pré distribuidor

A finalidade do pré-distribuidor é direcionar a água para a entrada do distribuidor. É composta de dois anéis superiores, entre os quais são montados um conjunto de 18 a 24 palhetas fixas, com perfil hidrodinâmico de baixo arrasto, para não gerar perda de carga e não provocar turbulência no escoamento. É uma parte sem movimento, soldada à caixa espiral e fabricada com chapas ou placas de aço carbono.

Distribuidor

O distribuidor é composto de uma série de 18 a 24 palhetas móveis, acionadas por um mecanismo hidráulico montado na tampa da turbina (sem contato com a água). Todas as palhetas tem o seu movimento conjugado, isto é, todas se movem ao mesmo tempo e de maneira igual.

O acionamento é feito por um ou dois pistões hidráulicos que operam numa faixa de pressão de 20 bar nas mais antigas, até 140 bar nos modelos mais novos.

O distribuidor controla a potência da turbina pois regula vazão da água. É um sistema que pode ser operado manualmente ou em modo automático, tornando o controle da turbina praticamente isento de interferência do operador.

Rotor e eixo

O rotor da turbina é onde ocorre a conversão de energia hídrica em potência de eixo.

Tubo de sucção

Duto de saída da água, geralmente com diâmetro final maior que o inicial, desacelera o fluxo da água após esta ter passado pela turbina, devolvendo-a ao rio parte jusante da casa de força.


 

20 ANOS DE HISTÓRIA

Meu nome é Tocantins. Sou brasileiro. Começo minha jornada no coração do Brasil e percorro um longo caminho até o mar. Durante muito tempo fiz esse percurso  sem parar. há pouco mais de 20 anos, uma escala ao sul de Belém, em Tucuruí, no Pará, mudou a minha vida e a vida de muita gente.

Não quero parecer convencido, mas por minha causa e dessa paradinha, muitas cidades ao longo de minha extensão cresceram, muita gente prosperou. E esse povo que acredita na força do trabalho colhe hoje os benefícios advindos do progresso trazido por mim.

Eu fiz minha parte. Me deixei represar para que, numa explosão de força energia, pudesse contribuir para o desenvolvimento de minha gente. Não aqueles mais próximos, meus visinhos, mas também os mais distantes, que recebem a minha energia através de minhas artérias esparramadas por todo o Brasil.

Mas não foi fácil, pois eu não sabia a força que tinha e nem como domá-la. Precisei da ajuda de homens visionários que a vinte anos acreditaram em mim e mostraram que, uma vez canalizada, minha aparente serenidade poderia ser transformada em avassaladora energia. Energia que movendo pás moveria um País.

 O resultado hoje está ai, pra quem quiser ver. Antigamente minha gente não tinha muito como viver. Vivia só o dia a dia. Incerto, sem perspectiva. Agora não. Não faltam motivos para comemorar cada dia de prosperidade. Vejo isso no meu dorso, ao meu lado. É..., eles aprenderam, assim como eu que, juntos, o homem e a natureza podem fazer mais e melhor.

 Nas minhas lições de convivência, também aprendi a lidar com o novo e a mudar com ele. Adaptar-se a novas condições é fundamental para uma convivência harmoniosa e concreta. E é assim entre mim e a barragem: um respeitado o outro. A região cresceu e prosperou. Prosperou pela riqueza extraída do meu coração , doada por mim e por aqueles que aprenderam a me respeitar, extraindo somente aquilo que precisavam.

 Ah..., e essa usina. Confesso que no começo foi difícil. Era assim meio estranho ser barrado por ela. Mas depois entendi o seu convite e passei a amá-la. E hoje, a cada mergulho que dou penetrando em suas turbinas, saio do outro lado ainda mais forte, Mais forte e mais feliz por saber que, por minha causa, a vida de muita gente mudou. Mudou para melhor.

Isso sem falar do povo que trabalha lá. Nossa é um mundão de gente! Gente pra trabalhar por causa da minha força e gente se esforçando para aproveitar mais e melhor a força que ainda tenho sobrando. Lá dentro todo mundo é importante... Tanto o que projeta quanto o que concreta, tanto o que gera quanto o que opera. Tanto quanto eu. Cada um com o seu papel. Importante: o de gerar energia limpa só com as forças de meu mergulho.

E quando saio das turbinas e recomeço minha trajetória, dou conta de que as coisas mudaram para melhor.Alias, muito melhor. Olha só aqui ao lado. Não tinha essa fábrica de gelo, nem essa beneficiadora de pescado. Olha quanta gente trabalhado. E a garotada na escola? A juventude na universidade? Todos aprendendo. Aprendendo para depois, quem sabe, continuar nosso trabalho e cada vez mais cuidar de mim.

Olha lá, ali a minha esquerda! tem um monte de torres e linhas. é por ali que a minha energia é levada para outros lugares. Lugares longes, longes mesmo, com outros sotaques: mineiro goiano, carioca paulista...

Afinal, eu e a usina sempre damos uma forcinha para outros rios e usinas do Sudeste, do Nordeste, Centro-Oeste... Afinal, o ditado pode ser antigo, mas a união continua fazendo a força. E logo logo vou poder participar ainda mais, com quase o dobro da minha potência. Não vejo a hora.

Não vejo a hora também de ter sobre o meu dorso mais gente navegando por toda a minha extensão. E não deve demorar muito, pois ao lado onde fico represado estão construindo um canal que vai permitir aos meus navegantes seguirem viagem até Belém, e de lá para o mundo todo, pela imensidão do mar.

Enquanto isso vou conferindo a paisagem,... o meio ambiente...Quase tudo foi preservado e está quase sempre sendo cuidado. Apesar de muita gente dizer  o contrario, não mudou quase nada. Tem tanto peixe e bicho também. E o meus visinhos mais antigos? Os povos indígenas? Tá tudo ali.  Pra dizer a verdade, tem até mais. Todo dia tem mais indiozinho nadando em minhas águas. Esses meninos...

Pra fazer a barragem os Parakanã foram transferidos para uma reserva que tem quase o dobro do tamanho da área que eles viviam antes. Com caça, pesca e roça em abundância. Eles retomaram seus costumes e hoje são uma comunidade indígena exemplar.

Desculpe se tô falando demais, mas é que não dá pra ficar calado diante de tudo que tenho vivido nestes últimos 20 anos. Não quero ficar me gabando, todo metido, mas tenho orgulho de ter participado, juntamente com a turma da usina hidrelétrica Tucuruí, durante duas décadas, do desenvolvimento e do progresso dessa gente e desse País.

Parabéns Usina Hidrelétrica Tucuruí! Parabéns Eletronorte! Afinal são 20 anos da mais pura energia, gerando desenvolvimento sustentável e qualidade de vida com responsabilidade. Muita responsabilidade!

TEXTO EXTRAÍDO DO DOCUMENTÁRIO DA ELETRONORTE TUCURUÍ 20 ANOS.


 

 

                                                                                                                                                                FONTE: PUBLICAÇÕES ELETRONORTE, SITE WIKIPEDIA

 
     

                APOIO: ANTONIO ALBERTO Q. CASTRO (BETO)                                                                                                                                                                                   28/04/2013 11:41:26