COMO FUNCIONA A USINA  HIDRELÉTRICA

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USINA HIDROELÉTRICA

A água represada possui energia potencial gravitacional que se converte em energia cinética. Essa energia cinética é transferida às turbinas, que movimentam o gerador; e o gerador, por sua vez, converte essa energia cinética em energia elétrica a qual será enviada através de condutores ao seu destino. Itaipu atualmente é a maior produtora de energia elétrica.

             

Após sua "produção", a energia elétrica passa por transformadores que preparam-na para ser transmitida. Durante a transmissão, parte dessa energia é "perdida" sob a forma de calor que aquece a linha de transmissão. Para chegar ao usuário final, a energia elétrica passa novamente por transformadores que a preparam para ser usada. Finalmente ao chegar ao usuário ele pode transformá-la em outras formas de energia, como por exemplo energia sonora, ao ligar um aparelho de som, ou transformá-la em energia luminosa, quando acendemos uma lâmpada, ou mesmo deixamos alguns aparelhos no modo standby. Observe que não é tão fácil a produção de energia elétrica, além do que demanda muito trabalho e consumo de água represada.

Principais Usinas Hidrelétricas: Três Marias, na Bacia do São Francisco ( que abastece o complexo siderúrgico do vale do Aço mineiro), Usinas de Salto Grande e Mascarenhas, no Rio Doce,que geram energia para os mercados fluminenses. Grande parte das usinas hidrelétricas da Bacia do Paraná foi implantada durante as décadas de 50 e 60. No início da década de 70 a Cesp completou o complexo Urubupungá, formado pelas usinas de Ilha Solteira e Jupiá com capacidade total de 4500 megawatts. As usinas de São Simão e Cachoeira Dourada também já estão em fase de construção. Depois delas, foi construída a grande Usina de Água Vermelha, no Rio Grande. A maiores usinas do mundo são atualmente Três Gargantas Itaipu. A China atualmente está concluído a construção da Usina de Três Gargantas que produzirá 18.200 Mw (megawtts), 84,6 milhões de MWh superando a produção de Itaipu que gera 90 milhões de MWh e terá 14.000Mw com mais duas unidades que estão sendo montadas.

No mundo todo, as usinas hidrelétricas produziram 19% da eletricidade consumida em 2005, segundo o Renewables Global Status Report 2006. As usinas hidrelétricas produzem um total de 930 mil megawatts, energia equivalente a cerca de 5 bilhões de barris de petróleo. Existem mais de duas mil usinas hidrelétricas em funcionamento nos Estados Unidos, tornando a hidroeletricidade a maior fonte de energia renovável do país

 
O Brasil está entre os cinco maiores produtores de energia hidrelétrica no mundo, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Atualmente possuímos 158 usinas hidrelétricas, que produzem um total de 74.438.695 kW (maio/2007). Já estão em construção outras 9 usinas. Outras 26 usinas outorgadas entre 1998 e 2005 ainda não iniciaram sua construção. Essas usinas hidrelétricas são construídas em locais onde se pode melhor aproveitar as influências e os desníveis dos rios, geralmente estes locais estão distantes dos centros consumidores. O sistema eletroenergético brasileiro opera de forma coordenado, buscando desta forma minimizar os custos globais de produção de energia elétrica.
 
Um dos destaques no Brasil é a Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, maior produtora de energia no mundo, e um empreendimento binacional - desenvolvido pelo Brasil e pelo Paraguai no Rio Paraná. A potência da usina chega a 13.300 Mw (megawatts), com 19 unidades geradoras de 700 Mw. Conforme dados da Itaipu Binacional, a usina atingiu em 2006 a segunda maior produção de energia de sua história, cerca de 92.689.936 megawatts/hora (Mwh). Isso significa que neste ano a produção atendeu 20% de todo o consumo de eletricidade brasileiro e 95% de demanda paraguaia.
 
Neste artigo, vamos descobrir como a água corrente produz energia e conhecer o ciclo hidrológico que cria o fluxo de água essencial para a hidroeletricidade. Você também descobrirá uma aplicação única de força hidrelétrica que pode afetar seu dia-a-dia.
 

 barreira - a maioria das usinas hidrelétricas utiliza uma barreira que segura a água e cria um grande reservatório. Este reservatório, muitas vezes, é usado como um lago recreativo, como o Lago Roosevelt no Grand Coulee Dam (em inglês), em Washington;

canal - os portões da barreira se abrem e a gravidade puxa a água através do duto que vai para a turbina. A água gera pressão ao passar pelo duto;

turbina - a água atinge as grandes lâminas da turbina, fazendo-as girar. A turbina é acoplada a um gerador localizado acima dela. O tipo mais comum de turbinas para as usinas hidrelétricas é a Francis, que se parece com um grande disco com lâminas curvas. Uma turbina pesa cerca de 172 toneladas e gira numa taxa de 90 revoluções por minuto (rpm), de acordo com a FWEE (em inglês), Foundation for Water & Energy Education;

geradores - as lâminas da turbina giram e movimentam uma série de ímãs dentro do gerador. Ímãs gigantes rodam por molas de cobre e produzem corrente alternada (AC) ao mover os elétrons;

linhas de energia - quatro fios saem de cada usina de energia: as três fases de energia, que são produzidas simultaneamente, mais um fio neutro ou terra comum para os três (consulte Como funcionam as redes elétricas para aprender mais sobre transmissão de energia);

fluxo de saída - a água usada passa por algumas tubulações e volta para o rio;

A água no reservatório é considerada energia armazenada. Quando o portão se abre, a água que passa pelo duto se torna energia cinética. A quantidade de eletricidade gerada é determinada por vários fatores. Dois destes fatores são o fluxo de água e a quantidade de cabeças hidráulicas. A "cabeça" se refere à distância entre a superfície da água e as turbinas. O aumento da cabeça e do fluxo gera mais eletricidade. A cabeça depende da quantidade de água no reservatório.

Armazenamento bombeado (ou reversível)
A maioria das usinas hidrelétricas funcionam da maneira descrita anteriormente. Entretanto, existe outro tipo de usina hidrelétrica chamada Hidrelétrica de armazenamento bombeado. Em uma usina hidrelétrica convencional, a água do reservatório passa pela usina, sai e volta para o rio. Uma usina de armazenamento bombeado tem dois reservatórios:

reservatório superior - como uma usina hidrelétrica convencional, uma barreira cria o reservatório. A água neste reservatório passa pela usina hidrelétrica para criar eletricidade;

reservatório inferior - a água que sai da usina hidrelétrica vai para um reservatório inferior em vez de voltar para o rio;

Utilizando uma turbina reversível, a usina pode bombear a água de volta para o reservatório superior. Isto é feito nos horários fora de pico. Em resumo, o segundo reservatório preenche o reservatório superior. Ao bombear a água de volta para o reservatório superior, a usina tem mais água para gerar eletricidade durante os horários de pico de consumo.

O coração da usina hidrelétrica é o gerador. A maioria das usinas têm diversos deles.

Os geradores gigantes de Hoover Dam produzem
mais de 2 mil megawatts

O gerador, como você pode imaginar, gera eletricidade. O processo básico de geração de eletricidade se dá através da rotação de uma série de ímãs dentro de molas de arame. Este processo move os elétrons, produzindo corrente elétrica.

O interior de um gerador de usina hidrelétrica

O Hoover Dam tem 17 geradores, e cada um deles gera até 133 megawatts. A capacidade total da usina hidrelétrica de Hoover Dam é 2.074 megawatts. Cada gerador é feito de alguns componentes básicos:

Quando a turbina gira, o excitador envia corrente elétrica para o rotor. O rotor é uma série de grandes eletroimãs que rodam dentro de uma mola de fios de cobre de alta pressão, chamada estator. O campo magnético entre a mola e os ímãs cria uma corrente elétrica. 

Na Hoover Dam, uma corrente de 16.500 volts move-se do gerador para o transformador, onde a corrente é convertida para 230 mil volts antes de ser transmitida.


Ciclo hidrológico

 As usinas hidrelétricas se aproveitam dos processos naturais que causam a chuva e as enchentes dos rios. Todos os dias, nosso planeta perde uma pequena quantidade de água através da atmosfera, pela ação dos raios ultravioletas que quebram as moléculas de água. Ao mesmo tempo, água é emitida da parte interna do planeta Terra através da atividade vulcânica. A quantidade de água criada e a quantidade de água perdida é mais ou menos a mesma.

O volume total de água do planeta está presente em diferentes formas. Ela pode estar no estado líquido (oceanos, rios e chuva), sólido (geleiras) e gasoso (o vapor d´água invisível no ar). A água muda de estado quando se move em torno do planeta, levada pelas correntes de vento. As correntes de ar são geradas devido ao aquecimento pelo sol. Os ciclos de corrente de ar são criados devido ao maior aquecimento das áreas próximas ao equador.

As correntes de ar direcionam o suprimento de água da terra através do ciclo hidrológico. Quando o sol aquece a água, ela evapora e se transforma em vapor. O sol aquece o ar e assim, ele sobe na atmosfera. O ar se esfria ao subir e condensa. Quando a condensação se acumula em uma área, a água se torna pesada e volta para a terra em forma de precipitação.

 


Você sabia?

·       A segunda maior usina hidrelétrica do mundo é a Usina de Itaipu, empreendimento binacional de Brasil e Paraguai, que pode produzir 14.000 megawatts. 

·       A terceira maior hidrelétrica é a Usina Guri (em inglês), localizada no rio Caroni, na Venezuela, que pode produzir 10.300 megawatts.

·       Já nos Estados Unidos, a maior usina é a Grand Coulee (em inglês), no rio Columbia, Estado de Wahington. Ela está sendo reformada para produzir 10.080 megawatts.

·       Já parcialmente em funcionamento, a usina hidrelétrica das Três Gargantas, na China, vai ultrapassar Itaipu.

 

 


 

Impactos ambientais na construção de hidrelétricas

 

Os impactos ambientais das usinas hidrelétricas é motivo de polêmica nas discussões atuais sobre desenvolvimento sustentável. Como praticamente qualquer atividade econômica, as hidrelétricas causam impactos negativos ao ambiente. A grande questão dos cientistas é saber qual a real dimensão do impacto e como eles podem ser amenizados, já que, dentro das fontes energéticas atuais, as hidrelétricas são consideradas fontes de energia renovável, ao contrário das fontes energéticas à base de combustíveis fósseis, por exemplo.

Os primeiros impactos ambientais acontecem durante a construção das hidrelétricas. Como já foi visto, para que a usina funcione é necessário um reservatório. Sua construção acaba afetando consideravelmente a fauna e flora local.
De uma hora para outra, a floresta vira lago. Essa mudança, se não for bem orientada, pode acabar com a flora local. Além do corte das árvores, muitas espécies acabam submersas e, conseqüentemente, morrem, criando uma espécie de limbo. Essa flora, em alguns casos,  chega a atrapalhar o próprio funcionamento das turbinas no primeiro momento, obrigando a limpezas sistemáticas das mesmas.

Os impactos ambientais das usinas hidrelétricas é motivo de polêmica nas discussões atuais sobre desenvolvimento sustentável. Como praticamente qualquer atividade econômica, as hidrelétricas causam impactos negativos ao ambiente. A grande questão dos cientistas é saber qual a real dimensão do impacto e como eles podem ser amenizados, já que, dentro das fontes energéticas atuais, as hidrelétricas são consideradas fontes de energia renovável, ao contrário das fontes energéticas à base de combustíveis fósseis, por exemplo.

Os primeiros impactos ambientais acontecem durante a construção das hidrelétricas. Como já foi visto, para que a usina funcione é necessário um reservatório. Sua construção acaba afetando consideravelmente a fauna e flora local.
De uma hora para outra, a floresta vira lago. Essa mudança, se não for bem orientada, pode acabar com a flora local. Além do corte das árvores, muitas espécies acabam submersas e, conseqüentemente, morrem, criando uma espécie de limbo. Essa flora, em alguns casos,  chega a atrapalhar o próprio funcionamento das turbinas no primeiro momento, obrigando a limpezas sistemáticas das mesmas.

 

Muitas espécies animais acabam fugindo do seu habitat natural durante a inundação. No caso da construção da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, um exemplo de má administração das questões ambientais na construção, cientistas relatam a fuga em massa de macacos, aves e outras espécies durante os dois meses que durou a inundação do lago de 2.430 km2. A estimativa é que apenas 1% das espécies sobreviveram em Tucuruí. Obviamente, a mitigação desse problema pode ser feita com o remanejamento antecipado das espécies, mesmo assim, algumas espécies correm o risco de não se adaptarem ao novo habitat.

Já as espécies aquáticas sofrem um impacto ainda maior. Como a hidrelétrica é composta de uma barragem, o fluxo natural dos peixes acabam sendo interrompido drasticamente. A conseqüência é a proliferação de determinadas espécies em relação a outras. Há também espécies que normalmente sobem o leito do rio no sentido contrário da correnteza para depositar suas ovas no período chamado de piracema. Para tentar amenizar o problema são construídas escadas nas barragens para que o peixes migratórios possam circular. A concepção de degraus é para evitar que algumas espécies morram de exaustão ao tentar repetir o seu fluxo natural de migração.

Soma-se a esse impacto, a eutrofização das águas, que é o excesso de nutrientes, aumenta a proliferação de microorganismo, causa comum de poluição de águas, podendo causar também conseqüências para o homem, como, por exemplo, epidemias.

Outro problema é a  mudança climática que os lagos podem causar. Afinal, como já foi dito, aonde havia floresta agora há um lago, o que pode elevar a temperatura ambiente e mudar o ciclo de chuvas.

Gases do efeito estufa – Esta é a parte mais polêmica e ainda inconclusa sobre os impactos ambientais de uma usina hidrelétrica. Durante suas construções e funcionamento, as usinas hidrelétricas emitem gás carbônico (CO2) e metano (CH4), dois dos principais causadores do aumento prejudicial do efeito estufa. A questão é saber se esse impacto é tão grande quanto das termoelétricas movidas a carvão mineral, consideradas atualmente, junto com os veículos à gasolina, as grandes vilãs do aquecimento global. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa) constataram que, na usina de Balbina, no Amazonas, as emissões desses gases pode chegar a ser 10 vezes maior que as das termoelétricas. Este e outros estudos, no entanto, ainda estão limitados a um determinado período de tempo.

 

 


 

As Usinas Hidro-Elétricas são constituídas de 2 partes. Uma onde fica o gerador e que é encarregado de produção da energia elétrica. Outra onde fica a turbina e que é movida pela água.

O custo de produção do kilowatt é o menor do que todas as outras formas de produção de energia elétrica. A razão é muito simples: a matéria prima é a água que cai de graça do céu.

Outra grande vantagem, além do custo, é que não existe nenhum tipo de poluição. O cenário mundial, o Brasil ocupa uma posição privilegiada: É o único país do mundo que domina a tecnologia de produção de energia hidro-elétrica e reuni condições geo-climáticas para a instalação de Usinas Hidráulicas. Talvez seja essa a razão de tantas iniciativas oriundas dos países desenvolvidos contra a construção de usinas hidráulicas no Brasil.

De toda energia elétrica produzida na Brasil, quase 97% é produzida em usinas hidráulicas. De todas as formas de produção de energia, a energia hidro-elétrica é a mais limpa, não polui o ar e é ecológicamente correta.

De todas as formas de produção de energia EM GRANDE ESCALA, a hidro-elétrica é a única totalmente renovável e que não produz nenhuma poluição atmosférica.

 

Chamam-se Hidro-Elétricas por que são constituídas de 2 partes, uma hidráulica onde se armazena água para os períodos de estiagem (períodos sem chuva) e outra elétrica onde se produz a eletricidade.

 

1

A Energia Elétrica é produzida por um Gerador, na Casa de Força.

2

O Gerador possui um eixo que é movido por uma Turbina.

3

A Turbina é movida por um Jato de Água. Depois do uso, a água continua o seu percurso rio abaixo.

4

A água fica armazenada em um Reservatório para ser usada nos períodos de estiagem. Quando o reservatório já está cheio, o excesso de água é jogada fora através do vertedouro.

 

Um dos efeitos colaterais da construção de uma usina hidro-elétrica é a Regularização da Vazão do Rio. Isto quer dizer que o rio passa a ter água o ano todo e nas épocas de chuva não provoca inundações e enchentes.

Para poder dispor de água (matéria prima da usina hidro-elétrica) mesmo nos períodos de estiagem (meses secos entre maio e novembro), é construído um reservatório de acumulação onde a água do verão (meses com muita água) é guardada até a chegada do inverno.

O reservatório propricia a preservação da fauna e da flora. Nos meses de estiagem é muito comum alguns rios ficarem secos, destruindo totalmente a sua fauna e flora. O reservatório propicia também o desenvolvimento da piscicultura garantindo a sobrevivência dos profissionais da pesca. Por fim, o reservatório é um ótimo local para o nosso lazer.

O tamanho (capacidade) do reservatório é calculado de forma muito criteriosa (os estudos levam em consideração 10.000 anos de chuvas) para que mesmo nos períodos de grande estiagem o reservatório não chegue ao mínimo.

 A tabela abaixo apresenta alguns valores de custo de produção de energia elétrica nos diversos tipos de usinas. A eletricidade produzida em usinas hidráulicas são as mais baixas do mundo e ainda vale a máxima em que a escala diminui o custo.


CUSTO MÉDIO DE PRODUÇÃO, EM US$, POR KILOWATT INSTALADO

Energia Nuclear

US$ 10.000

Energia Térmica

US$ 5.000

Energia Hidráulica (micro usina)

US$ 1.600

Energia Hidráulica (mini usina)

US$ 800

Energia Hidráulica (grades usinas)

US$ 400

 


O que é energia?

Energia vem da palavra grega enérgeia, que quer dizer “força em ação”. Existem muitas fontes de energia na natureza: a luz do sol, o vento ou a água, por exemplo, são fontes inesgotáveis que produzem energia limpa, não poluente. Na natureza, a energia está em toda parte: na força das quedas d’água, nas plantas, nos animais, na erupção de um vulcão, na luz do sol, nos ventos.

Como é medida a energia elétrica?

A produção e o consumo de energia elétrica são medidos de duas formas: demanda e energia.

A demanda é a quantidade de energia que está sendo produzida ou consumida em um determinado instante. É medida em watt(demanda instantânea) ou seus múltiplos: quilowatt (kW), megawatt (MW) e gigawatt (GW).

Uma derivação é o MW/h, quando se refere à demanda de um período específico.

A energia, por sua vez, é o resultado da soma do que foi produzido em um determinado período, um dia, por exemplo. É medida em watt-hora ou seus múltiplos: quilowatt-hora (kWh), megawatt-hora (MWh) e gigawatt-hora (GWh).

O que é modelo energético?

O modelo energético é a forma prioritária adotada por um país para produzir eletricidade. O Brasil decidiu que a maior parte da energia (mais de 70%) seria produzida por usinas hidrelétricas, movidas à água. Esse tipo de usina não gera poluição.

O que é uma usina hidrelétrica?

Uma usina hidrelétrica pode ser definida como um conjunto de obras e equipamentos cuja finalidade é a geração de energia elétrica, por meio do aproveitamento do potencial hidráulico existente num rio.

A geração hidrelétrica está associada à vazão do rio, isto é, à quantidade de água disponível em um determinado período de tempo e à altura de sua queda. Quanto maiores são os volumes de sua queda, maior é o seu potencial de aproveitamento na geração de eletricidade. A vazão de um rio depende de suas condições geológicas, como largura, inclinação, tipo de solo, obstáculos e quedas. É determinada ainda pela quantidade de chuvas que o alimentam, o que faz com que sua capacidade de produção de energia varie bastante ao longo do ano.

O potencial hidráulico é proporcionado pela vazão hidráulica e pela concentração dos desníveis existentes ao longo do curso de um rio. Isto pode se dar de uma forma natural, quando o desnível está concentrado numa cachoeira; através de uma barragem, quando pequenos desníveis são concentrados na altura da barragem ou através de desvio do rio de seu leito natural, concentrando-se os pequenos desníveis nesses desvios.

Uma usina hidrelétrica compõe-se, basicamente, das seguintes partes: barragem, sistemas de captação e adução de água, casa de força e sistema de restituição de água ao leito natural do rio. Cada parte se constitui em um conjunto de obras e instalações projetadas harmoniosamente para operar eficientemente em conjunto.

Como é produzida a energia hidrelétrica?

Nas usinas hidrelétricas, a água que sai do reservatório é conduzida com muita pressão através de enormes tubos até a casa de força, onde estão instaladas as turbinas e os geradores que produzem eletricidade. A turbina é formada por uma série de pás ligadas a um eixo, que é ligado ao gerador.

A pressão da água produz um movimento giratório do eixo da turbina, que produz um campo eletromagnético dentro do gerador, produzindo a eletricidade. Ou seja, a potência hidráulica é transformada em potência mecânica quando a água passa pela turbina, fazendo com que esta gire, e, no gerador, que também gira acoplado mecanicamente à turbina, e então a potência mecânica é transformada em potência elétrica.

 

Quais são as vantagens da construção de uma usina hidrelétrica?

As vantagens da construção de uma usina hidrelétrica são:

- Baixo custo do megawatt;
- Forma de energia limpa, sem poluentes;
- Geração de empregos;
- Desenvolvimento econômico.

Quais são as desvantagens da construção de uma usina hidrelétrica?

As desvantagens da construção de uma usina hidrelétrica são:

- Desapropriação de terras produtivas pela inundação;
- Impactos ambientais, como as perdas de vegetação e da fauna terrestres;
- Impactos sociais, como relocação de moradores e desapropriações;
- Interferência na migração dos peixes;
- Alterações na fauna do rio;
- Perdas de heranças históricas e culturais, alterações em atividades econômicas e usos tradicionais da terra.

Quais são os impactos ambientais na construção de uma usina?

A construção de represas e usinas exige o alagamento de uma área enorme para formar o lago, e muitas vezes alterar o leito do rio. O lago, também chamado de reservatório, é formado pelo represamento das águas do rio, por meio da construção de uma barragem.

Essa alteração do meio ambiente atrapalha a vida dos bichos e das plantas da região, além de mudar radicalmente a paisagem, muitas vezes destruindo belezas naturais. Também saem prejudicadas as pessoas que moram nas proximidades e têm que se mudar por causa da inundação.


Usina hidrelétrica é um complexo arquitetônico, um conjunto de obras e de equipamentos, que tem por fins produzir energia elétrica através do aproveitamento do potencial hidráulico existente em um rio.

Os países que usam esse tipo de forma de obter energia, em larga escala, através da água tem rios largos e caudalosos, ou seja, um grande potencial elétrico. O Brasil se encontra apenas atrás do Canadá e Estados Unidos, sendo o terceiro maior do mundo em potencial hidroelétrico.

As centrais hidrelétricas geram, como todo empreendimento energético, alguns tipos de impactos ambientais como o alagamento das áreas vizinhas, aumento no nível dos rios, em algumas vezes pode mudar o curso do rio represado, podendo, ou não, prejudicar a fauna e a flora da região.Todavia, é ainda um tipo de energia mais barata e menos agressiva ambientalmente do que outras como a energia nuclear, a do petróleo ou a do carvão.Cada caso deve ser analisado individualmente por especialistas em engenharia ambiental e/ou engenharia hidráulica. Geralmente para seus estudos e projetos são utilizados modelos matemáticos e modelos físicos.

O cálculo da potência de uma usina é efetuado através de estudos de hidrologia por engenheiros hidráulicos e hidrólogos.A água movimenta uma turbina hidráulica à qual está ligada, por um eixo mecânico, a um gerador que produz a energia elétrica e a transmite para uma ou mais linhas de transmissão que é interligada à rede de distribuição.

Um sistema elétrico de energia é constituído por uma rede interligada por linhas de transmissão ( transporte). Nessa rede estão ligadas as cargas (pontos de consumo de energia) e os geradores (pontos de produção de energia). Uma Central hidrelétrica é uma instalação ligada à rede de transporte que injeta uma porção da energia solicitada pelas cargas.

 

Turbina é um equipamento construído para converter energia mecânica e térmica contida em um fluido, em trabalho de eixo.

A forma construtiva básica é a mesma para todos os tipos: um rotor dotado de um certo número de pás ou palhetas, ligados a um eixo que gira sobre um conjunto de mancais de deslizamento, por questões de durabilidade não são usados).
As turbinas podem ser usadas para movimentar um outro equipamento mecânico rotativo, como uma bomba, compressor ou ventilador, ou podem ser usadas para a geração de eletricidade e nesse caso são ligadas a um gerador.

Também tem aplicação na área de propulsão naval, ou aeronáutica.

Todos os tipos podem ter uma rotação fixa ou variável, dentro de uma determinada faixa. Contudo, quando são usadas para geração de energia elétrica, a rotação costuma ser mantida num valor fixo para manter a freqüência da rede constante.

A principal diferença entre os diversos tipos é o fluido de trabalho. Em decorrência disso, é claro, há outras, tais como a temperatura máxima de operação, a potência máxima, a vazão mássica de fluido, a pressão de trabalho e os detalhes construtivos e dimensões.

As maiores já construídas em termos de dimensões são as turbinas hidráulicas; as que trabalham a maiores temperaturas são as turbinas a gás, e as que são submetidas a maior pressão são as turbinas a vapor.

Todos os tipos possuem aplicação em uma ampla faixa de potência, que pode variar de 300 kW, para acionamento de ventiladores, até 1200 MW, estas últimas em instalações nucleares.

 As turbinas hidráulicas são projetadas para transformar a energia mecânica (a energia de pressão e a energia cinética) de um fluxo de água, em potência de eixo. Atualmente são mais encontradas em usinas hidrelétricas, onde são acopladas a um gerador elétrico, o qual é conectado à rede de energia. Contudo também podem ser usadas para geração de energia em pequena escala, para as comunidades isoladas.

As turbinas hidráulicas dividem-se entre quatro tipos principais: Pelton, Francis, Kaplan, Bulbo. Cada um destes tipos é adaptado para funcionar em usinas, como uma determinada faixa de altura de queda. As vazões volumétricas podem ser igualmente grandes em qualquer uma delas, mas a potência será proporcional ao produto da queda (H) e da vazão volumétrica (Q).

Em todos os tipos há alguns princípios de funcionamento comuns. A água entra pela tomada de água, a montante da usina hidrelétrica que está num nível mais elevado, e é levada através de um conduto forçado até a entrada da turbina. Lá a água passa por um sistema de palhetas guias móveis, que controlam a vazão volumétrica fornecida à turbina. Para se aumentar a potência as palhetas se abrem, para diminuir a potência elas se fecham. Após passar por este mecanismo a água chega ao rotor da turbina. Nas turbinas Pelton, não há um sistema de palhetas móveis, e sim um bocal com uma agulha móvel, semelhante a uma válvula. O controle da vazão é feito por este dispositivo.

Por transferência de quantidade de movimento parte da energia potencial dela, é transferida para o rotor na forma de torque e velocidade de rotação. Devido a isto a água na saída da turbina está a uma pressão pouco menor que a atmosférica, e bem menor do que a inicial.

Após passar pelo rotor, um duto chamado tubo de sucção, conduz a água até a parte de jusante do rio, no nível mais baixo. As turbinas Pelton, têm um princípio um pouco diferente (impulsão) pois a pressão primeiro é transformada em energia cinética, em um bocal, onde o fluxo de água é acelerado até uma alta velocidade, e em seguida choca-se com as pás da turbina imprimindo-lhe rotação e torque.

As turbinas hidráulicas, ao contrário dos outros tipos, são montadas com o eixo no sentido vertical. Um mancal de escora suporta todo o peso das partes girantes da turbina e do gerador que é montado logo acima dela.

Normalmente, devido ao seu alto custo e necessidade de ser instalada em locais específicos, as turbinas hidráulicas são usadas apenas para gerar eletricidade. Por esta razão a velocidade de rotação é fixada num valor constante.

Partes de uma turbina

Uma turbina é constituída basicamente por cinco partes: caixa espiral, pré-distribuidor, distribuidor, rotor e eixo, tubo de sucção.

Caixa espiral

É uma tubulação de forma toroidal que envolve a região do rotor. Esta parte fica integrada à estrutura civil da usina, não sendo possível ser removida ou modificada. O objetivo é distribuir a água igualmente na entrada da turbina.

É fabricada com chapas de aço carbono soldadas em segmentos. A caixa espiral conecta-se ao conduto forçado na secção de entrada, e ao pré-distribuidor na secção de saída.

Pré distribuidor

A finalidade do pré-distribuidor é direcionar a água para a entrada do distribuidor. É composta de dois anéis superiores, entre os quais são montados um conjunto de 18 a 24 palhetas fixas, com perfil hidrodinâmico de baixo arrasto, para não gerar perda de carga e não provocar turbulência no escoamento. É uma parte sem movimento, soldada à caixa espiral e fabricada com chapas ou placas de aço carbono.

Distribuidor

O distribuidor é composto de uma série de 18 a 24 palhetas móveis, acionadas por um mecanismo hidráulico montado na tampa da turbina (sem contato com a água). Todas as palhetas tem o seu movimento conjugado, isto é, todas se movem ao mesmo tempo e de maneira igual.

O acionamento é feito por um ou dois pistões hidráulicos que operam numa faixa de pressão de 20 bar nas mais antigas, até 140 bar nos modelos mais novos.

O distribuidor controla a potência da turbina pois regula vazão da água. É um sistema que pode ser operado manualmente ou em modo automático, tornando o controle da turbina praticamente isento de interferência do operador.

Rotor e eixo

O rotor da turbina é onde ocorre a conversão de energia hídrica em potência de eixo.

Tubo de sucção

Duto de saída da água, geralmente com diâmetro final maior que o inicial, desacelera o fluxo da água após esta ter passado pela turbina, devolvendo-a ao rio parte jusante da casa de força.

 


 

A lei de Faraday-Neumann-Lenz, ou lei da indução eletromagnética, é uma lei da física que quantifica a indução eletromagnética, que é o efeito da produção de corrente elétrica em um circuito colocado sob efeito de um campo magnético variável ou por um circuito em movimento em um campo magnético constante. É a base do funcionamento dos alternadores, dínamos e transformadores.

Tal lei é derivada da união de diversos princípios. A lei da indução de Faraday, elaborada por Michael Faraday a partir de 1831, afirma que a corrente elétrica induzida em um circuito fechado por um campo magnético, é proporcional ao número de linhas do fluxo que atravessa a área envolvida do circuito, na unidade de tempo.

Sendo E o campo elétrico induzido, ds é um elemento infinitesimal do circuito e dΦB/dt é a variação do fluxo magnético. Uma maneira alternativa de se representar é na forma da diferença na função do campo magnético B:

Portanto:

e a lei, expressa matematicamente na forma elaborada por Franz Ernst Neumann em 1845 em termos da força eletromotriz, é:

A lei de Faraday-Lenz enuncia que a força eletromotriz induzida num circuito elétrico é igual a variação do fluxo magnético conectado ao circuito. É importante notar que um campo magnético constante não dá origem ao fenômeno da indução. Por esta razão, não é possível colocar um magneto no interior de um solenoide e obter energia elétrica. É necessário que o magneto ou o solenóide movam-se, consumindo energia mecânica. Por esse motivo que um transformador só funciona com corrente alternada. A lei é de natureza relativística, portanto o seu efeito é resultado do movimento do circuito em relação ao campo magnético.

A contribuição fundamental de Heinrich Lenz foi a direção da força eletromotriz (o sinal negativo na fórmula). A corrente induzida no circuito é de fato gerada por um campo magnético, e a lei de Lenz afirma que o sentido da corrente é o oposto da variação do campo magnético que a gera.

Se o campo magnético concatenado ao circuito está diminuindo, o campo magnético gerado pela corrente induzida irá na mesma direção do campo original (se opõem a diminuição), se, pelo contrário, o campo magnético concatenado está aumentando, o campo magnético gerado irá em direção oposta ao original (se opõem ao aumento).

Esta última análise é compatível com o princípio da conservação de energia. Se o circuito é aberto e não há fluxo de corrente, não há dissipação de energia pelo efeito Joule. Por este motivo não há uma força de reação à variação do campo magnético e o movimento do magneto ou do circuito não realiza trabalho (força nula x movimento = zero). Se ao contrário, existir corrente circulando no circuito (com dissipação de energia), a variação do campo magnético resultará numa resistência que demandará a realização de trabalho. Com base neste princípio um gerador consome tanto mais energia mecânica quanto mais energia elétrica ele produz (sem considerar a energia perdida por atrito e pelo efeito Joule).

 

No estudo da Física, o electromagnetismo ou eletromagnetismo é o nome da teoria unificada desenvolvida por James Maxwell para explicar a relação entre a eletricidade e o magnetismo. Esta teoria baseia-se no conceito de campo electromagnético.

O campo magnético é resultado do movimento de cargas elétricas, ou seja, é resultado de corrente elétrica. O campo magnético pode resultar em uma força eletromagnética quando associada a ímãs.

A variação do fluxo magnético resulta em um campo elétrico (fenômeno conhecido por indução eletromagnética, mecanismo utilizado em geradores elétricos, motores e transformadores de tensão). Semelhantemente, a variação de um campo elétrico gera um campo magnético. Devido a essa interdependência entre campo elétrico e campo magnético, faz sentido falar em uma única entidade chamada campo electromagnético.

Esta unificação foi terminada por James Clerk Maxwell, e escrita em fórmulas por Oliver Heaviside, no que foi uma das grandes descobertas da Física no século XIX. Essa descoberta posteriormente levou a um melhor entendimento da natureza da luz, ou seja, pôde-se entender que a luz é uma propagação de uma perturbação eletromagnética, ou melhor dizendo, a luz é uma onda eletromagnética. As diferentes freqüências de oscilação estão associadas a diferentes tipos de radiação. Por exemplo, ondas de rádio tem freqüências menores, a luz visível tem frequências intermediárias e a radiação gama tem as maiores freqüências.

A teoria do eletromagnetismo foi o que permitiu o desenvolvimento da teoria da relatividade especial por Albert Einstein em 1905.


Usinas em ordem de potência instalada

  • Usina Hidrelétrica de Itaipu - Rio Paraná, 14.000 MW
  • Usina Hidrelétrica de Tucuruí - Rio Tocantins, 8.370 MW
  • Usina Hidrelétrica de Belo Monte - Rio Xingu, 5.000 MW (3 meses ao ano)(em projeto)
  • Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira - Rio Paraná, 3.444 MW
  • Usina Hidrelétrica de Jirau - Rio Madeira, 3.300 MW (em projeto)
  • Usina Hidrelétrica de Xingó - Rio São Francisco, 3.162 MW
  • Usina Hidrelétrica de Santo Antônio - Rio Madeira, 3.150 MW (licitada)
  • Usina Hidrelétrica Paulo Afonso IV - Rio São Francisco, 2.462 MW
  • Usina Hidrelétrica de Itumbiara - Rio Paranaíba, 2.082 MW
  • Usina Hidrelétrica de São Simão - Rio Paranaíba, 1.710 MW
  • Usina Hidrelétrica de Foz do Areia - Rio Iguaçu, 1.676 MW
  • Usina Hidrelétrica de Jupiá - Rio Paraná, 1.551 MW
  • Usina Hidrelétrica de Itaparica - Rio São Francisco, 1.500 MW
  • Usina Hidrelétrica de Itá - Rio Uruguai, 1.450 MW
  • Usina Hidrelétrica de Marimbondo - Rio Grande, 1.440 MW
  • Usina Hidrelétrica de Porto Primavera - Rio Paraná, 1.430 MW
  • Usina Hidrelétrica de Salto Santiago - Rio Iguaçu, 1.420 MW
  • Usina Hidrelétrica de Água Vermelha - Rio Grande, 1.396 MW
  • Usina Hidrelétrica de Corumbá - Rio Corumbá, 1.275 MW
  • Usina Hidrelétrica de Serra da Mesa - Rio Tocantins, 1.275 MW
  • Usina Hidrelétrica de Segredo - Rio Iguaçu, 1.260 MW
  • Usina Hidrelétrica de Salto Caxias - Rio Iguaçu, 1.240 MW
  • Usina Hidrelétrica de Furnas - Rio Grande, 1.216 MW
  • Usina Hidrelétrica de Emborcação - Rio Paranaíba, 1.192 MW
  • Usina Hidrelétrica de Salto Osório - Rio Iguaçu, 1.078 MW
  • Usina Hidrelétrica de Campos Novos - Rio Canoas,
  • Usina Hidrelétrica de Estreito - Rio Grande, 1.050 MW
  • Usina Hidrelétrica de Sobradinho - Rio São Francisco, 1.050 MW
  • Usina Hidrelétrica Luiz Eduardo Magalhães- Rio Tocantins, 902,5 MW
  • Usina Hidrelétrica Henry Borden- Canal do Rio Pinheiros e Rio das Pedras-Cubatão-São Paulo, 889 MW
  • Usina Hidrelétrica de Três Irmãos - Rio Tietê, 807,5 MW
  • Usina Hidrelétrica de Capivara - Rio Paranapanema, 619 MW
  • Usina Hidrelétrica de Taquaruçu - Rio Paranapanema, 526 MW
  • Usina Hidrelétrica de Nova Ponte - Rio Araguari, 510 MW
  • Usina Hidrelétrica Itaúba – Rio Jacuí, 500,00 MW
  • Usina Hidrelétrica Mascarenhas de Morais - Rio Grande , 458 MW
  • Usina Hidrelétrica de Cana Brava - Rio Tocantins, 456 MW
  • Usina Hidrelétrica de Itapebi - Rio Jequitinhonha, 450 MW
  • Usina Hidrelétrica de Jaguara - Usina Hidrelétrica de Jaguara , 424 MW
  • Usina Hidrelétrica de Chavantes - Rio Paranapanema, 414 MW
  • Usina Hidrelétrica de Miranda - Rio Araguari, 398 MW
  • Usina Hidrelétrica de Três Marias - Rio São Francisco, 396 MW
  • Usina Hidrelétrica de Volta Grande - Rio Grande, 380 MW
  • Usina Hidrelétrica de Irapé - Rio Jequitinhonha, 360 MW
  • Usina Hidrelétrica de Rosana - Rio Paranapanema, 353 MW
  • Usina Hidrelétrica de Nova Avanhandava - Rio Tietê, 347 MW
  • Usina Hidrelétrica de Aimorés - Rio Doce, 330 MW
  • Usina Hidrelétrica de Promissão - Rio Tietê, 264 MW
  • Usina Hidrelétrica de Capivari Cachoeira - Rio Capivari e Rio Cachoeira, 260 MW
  • Usina Hidrelétrica de Balbina - Rio Uatumã, 250 MW
  • Usina Hidrelétrica de Samuel - Rio Jamari - Rondônia, 242,0 MW
  • Usina Hidreletrica de Boa Esperanca - Rio Parnaíba -, 237 MW
  • Usina Hidrelétrica Leonel de Moura Brizola (Jacuí) – Rio Jacuí, 180,00 MW
  • Usina Hidrelétrica Passo Real – Rio Jacuí, 158,00 MW
  • Usina Hidrelétrica de Bariri - Rio Tietê, 143 MW
  • Usina Hidrelétrica de Barra Bonita - Rio Tietê, 141 MW
  • Usina Hidrelétrica de Ibitinga - Rio Tietê, 132 MW
  • Usina Hidrelétrica Castro Alves - 130 MW, prevista para 2007
  • Usina Hidrelétrica Dona Francisca – Rio Jacuí, 125 MW
  • Usina Hidrelétrica de Fundão - Rio Jordão, 118,0 MW
  • Usina Hidrelétrica de Santa Clara - Rio Jordão, 118,0 MW
  • Usina Hidrelétrica de Euclides da Cunha - Rio Pardo, 109 MW
  • Usina Hidrelétrica de Queimado - Rio Preto, 105,0 MW
  • Usina Hidrelétrica de Salto Grande - Rio Santo Antônio, 102 MW
  • Usina Hidrelétrica de Jurumirim - Rio Paranapanema, 98,0 MW
  • Usina Hidrelétrica de Paraibuna - Rio Paraibuna - Bacia do Rio Paraíba do Sul, 85 MW
  • Usina Hidrelétrica de Caconde - Rio Pardo, 80 MW
  • Usina Hidrelétrica de Salto Grande - Rio Paranapanema, 74 MW
  • Usina Hidrelétrica de Santa Clara - Rio Mucuri, 60 MW
  • Usina Hidrelétrica de São João - Rio Chopim, 60 MW
  • Usina Hidrelétrica de Rosal - Rio Itabapoana, 55 MW
  • Usina Hidrelétrica de Camargos - Rio Grande], 48 MW
  • Usina Hidrelétrica de Cachoeirinha - Rio Chopim, 45 MW
  • Usina Hidrelétrica Canastra – Rio Santa Maria, 44,00 MW
  • Usina Hidrelétrica Barra Bonita - Rio Tietê, 36,02 MW
  • Usina Hidrelétrica de Espora - Rio Corrente, 32 MW
  • Usina Hidrelétrica de Limoeiro - Rio Pardo, 32 MW
  • Usina Hidrelétrica de Moxotó - Rio São Francisco, 440 MW

Lista de Pequenas Centrais Hidrelétricas do Brasil

  • Usina Hidrelétrica Irara – Rio Claro, 30 MW
  • Usina Hidrelétrica de Jataí - Rio Claro, 30 MW
  • Usina Hidrelétrica Jaguari - Rio Jaguari - Bacia do Rio Paraíba do Sul, 27,6 MW
  • Usina Hidrelétrica de Piau - Rios Pinho e Piau, 18 MW
  • Central Hidrelétrica do Oeste de Santa Catarina - Rio das Antas, 16,5 MW
  • Usina Hidrelétrica de Gafanhoto - Rio Pará, 13 MW
  • Usina Hidrelétrica Bugres – Rios Santa Maria e Santa Cruz, 11,50 MW
  • Usina Hidrelétrica de Peti - Rio Santa Bárbara, 9 MW
  • Usina Hidrelétrica de Rio das Pedras - Rio das Velhas, 9 MW
  • Usina Hidrelétrica de Poço Fundo - Rio Machado, 9 MW
  • Usina Hidrelétrica de Joasal - Rio Paraibuna, 8 MW
  • Usina Hidrelétrica de Tronqueiras - Rio Tronqueiras, 8 MW
  • Usina Hidrelétrica de Martins - Rio Uberabinha, 8 MW
  • Usina Hidrelétrica de Moji-Guaçu - Rio Moji-Guaçu, 7 MW
  • Usina Hidrelétrica de Cajuru - Rio Pará, 7 MW
  • Usina Hidrelétrica de São Bernardo - Rio São Bernardo, 7 MW
  • Usina Hidrelétrica da Derivação do Rio Jordão - Rio Jordão, 6,5 MW
  • Usina Hidrelétrica Capão Preto - Ribeirão dos Negros e Rio do Quilombo, 5,52 MW
  • Usina Hidrelétrica Santana - Rio Jacaré-Guaçu, 4,32 MW
  • Usina Hidrelétrica Capingüí – Rio Capingüí, 4 MW
  • Usina Hidrelétrica de Paraúna - Rio Paraúna, 4 MW
  • Usina Hidrelétrica de Pandeiros - Rio Pandeiros, 4 MW
  • Usina Hidrelétrica de Paciência - Rio Paraibuna, 4 MW
  • Usina Hidrelétrica de Marmelos - Rio Paraibuna, 4 MW
  • Usina Hidrelétrica Ernestina – Rio Jacuí, 3,70 MW
  • Usina Hidrelétrica Passo Ajuricaba – Rio Ijui, 3,70 MW
  • Usina Hidrelétrica Chibarro - Rio Chibarro, 2,28 MW
  • Usina Hidrelétrica do Broa - Rio do Lobo, 2,1 MW
  • Usina Hidrelétrica de Dona Rita - Rio Tanque, 2 MW
  • Usina Hidrelétrica de Salto de Morais - Rio Tijuco, 2 MW
  • Usina Hidrelétrica de Sumidouro - Rio Sacramento, 2 MW
  • Usina Hidrelétrica de Anil - Rio Jacaré, 2 MW
  • Usina Hidrelétrica de Machado Mineiro - Rio Pardo, 2 MW
  • Usina Hidrelétrica de Xicão - Rio Santa Cruz, 2 MW
  • Usina Hidrelétrica Santa Rosa – Rio Santa Rosa, 1,90 MW
  • Usina Hidrelétrica Guarita – Rio Guarita, 1,70 MW
  • Usina Hidrelétrica Herval – Rio Cadeia, 1,40 MW
  • Usina Hidrelétrica do Rio Novo – Rio Novo, 1,28 MW
  • Usina Hidrelétrica Cachoeira do Salto – Rio do Braço, 1,2 MW
  • Usina Hidrelétrica Forquilha – Rio Forquilha, 1,10 MW
  • Usina Hidrelétrica Toca – Rio Santa Cruz, 1,10 MW
  • Usina Hidrelétrica Passo do Inferno – Rio Santa Cruz, 1,10 MW
  • Usina Hidrelétrica Ijuizinho – Rio Ijuizinho, 1 MW
  • Usina Hidrelétrica Ivaí – Rio Ivaí, 0,70 MW
  • Usina Hidrelétrica Sede – Rio Potiribu, 0,70 MW
  • Usina Hidrelétrica Monjolinho - Rio Monjolinho, 0,60 MW
  • Usina Hidrelétrica de Canoas II - Rio Paranapanema, Sem inf MW
  • Usina Hidrelétrica de Canoas I - Rio Paranapanema, Sem inf MW

Por volta de 1957, começaram os primeiros estudos para a construção de uma hidrelétrica e assim aproveitar o potencial do rio Tocantins. Esses estudos iniciais continuaram pela década de sessenta. Mas os trabalhos para a construção da hidrelétrica só foram intensificados na década seguinte.

Foi concebida segundo as estratégias estabelecidas pela política do Governo Federal para o desenvolvimento da região Norte, a partir da década de 60, em busca do crescimento econômico da região. Seu objetivo foi o de atender o mercado de energia elétrica polarizado por Belém e as elevadas cargas que seriam instaladas em decorrência da implantação de empreendimentos eletrointensivos, tendo como base o complexo alumínio-alumina. A linha de transmissão entre Presidente Dutra (Maranhão) e Boa Esperança (Piauí), promoveu a interligação com a região Nordeste.

A construção da Vila Permanente para abrigar os operários, engenheiros e demais funcionários da obra foi executada juntamente com um aeroporto moderno, um porto fluvial e um grande hospital para atender a todas as pessoas da região, funcionários da obra ou não.

As vilas da Eletronorte, verdadeiros condomínios fechados, são o primeiro mundo encravado na Amazônia com água e esgoto tratados, ruas pavimentadas, supermercados, escolas de diversos níveis, inclusive escolas técnicas, e creches.

O seu vertedouro é o maior do mundo com sua vazão de projeto calculada para a enchente decamilenar de 110.000 m3/s, pode , no limite dar passagem à vazão de até 120.000 m3/s. Esta vazão só será igualada pelo vertedouro da Usina de Três Gargantas na China. Tanto o projeto civil como a construção foram totalmente realizados por firmas brasileiras, o Consórcio Projetista Engevix-Themag e a Construtora Camargo Corrêa.

Os estudos hidráulicos em modelos reduzidos foram realizados no Rio de Janeiro no Laboratório de Hidráulica Saturnino de Brito, conduzidos pelos engenheiros André Balança e Jorge Rios. Alguns trabalhos técnicos importantes sobre esses estudos e sobre esse projeto foram publicados, por eles e por outros autores no ICOLD - Comitê Internacional de Grandes Barragens e ainda no Comitê Brasileiro de Grandes Barragens (CBGB).

Os estudos hidráulicos e o projeto das turbinas foram realizados na França pelo laboratório da NEYRTEC na cidade de Grenoble. Seis turbinas foram construídas no Brasil e as outras seis na França.

Construção

Sua construção foi iniciada em 1976. A obra principal, sendo uma barragem de terra, quebrou todos os recordes mundiais de terraplenagem. Pode-se destacar ainda as obras da casa de força, do vertedouro (o maior do mundo), da eclusa e da grande linha de transmissão que interliga Tucuruí à usina hidrelétrica de Sobradinho no Nordeste do Brasil.

Finalizada a primeira etapa da construção da hidrelétrica, com 4.000 MW, em 1984, a desativação gradual das vilas temporárias propiciaram uma melhoria na infra-estrutura urbana de Tucuruí.

A usina hidrelétrica de Tucuruí foi inaugurada em 22 de novembro de 1984 pelo presidente João Batista de Oliveira Figueiredo. Com os royalties da produção de energia elétrica e da área inundada pela barragem, Tucuruí só perde em arrecadação para a capital do Estado. Assim é que a cidade, a partir dos anos noventa, muda radicalmente a sua face. Passando a dispor de uma belíssima urbanização e a gozar de uma boa infra-estrutura governamental.

A construção da segunda etapa da usina elevou a capacidade final instalada para cerca de 8.000 MW, em meados de 2007.

É importante ressaltar que a construção da barragem interrompeu o curso da Hidrovia Araguaia-Tocantins, um trecho vital para o escoamento da produção do Centro-Oeste do Brasil. O desnível deve ser vencido pelas Eclusas de Tucuruí cuja construção foi iniciada em 1981 e por falta de recursos encontra-se ainda incompleta. Acredita-se que com a inclusão da obra no PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) sua conclusão se dê até 2010, criando uma alternativa para o transporte de produtos até o Porto de Vila do Conde.

Dados técnicos

A Usina constitui-se numa das maiores obras da engenharia mundial e é a maior Usina brasileira em potência instalada com seus quase 8.000 MW, já que Itaipu é binacional.

O seu vertedouro é o maior do mundo com sua vazão de projeto calculada para a enchente decamilenar de 110.000 m3/s, pode, no limite dar passagem à vazão de até 120.000 m3/s. Esta vazão só será igualada pelo vertedouro da Usina de Três Gargantas na China. Tanto o projeto civil como a construção foram totalmente realizados por firmas brasileiras, o Consórcio Engevix-Themag e a Construtora Camargo Correia.

 Municípios

Foi com o advento da obra da hidrelétrica que fez-se a reforma agrária às margens do lago da hidrelétrica, onde foram construídas estradas vicinais e assentados milhares de pequenos agricultores. A inundação de vários povoados pelo lago da hidrelétrica obrigou a Eletronorte a construir dois povoados com infra-estrutura urbana: Novo Repartimento na porção sudoeste e Breu Branco a leste, emancipados de Tucuruí em 31 de dezembro de 1992.

 


                          FONTE: PUBLICAÇÕES ELETRONORTE, SITE WIKIPEDIA, ITAIPU BINACIONAL,CEPA.IF.USP.BR, HSW.COM.BR, EBANATAW.COM.BR.

 

     

                APOIO: ANTONIO ALBERTO Q. CASTRO (BETO)                                                                                                                                                                                   25/10/2011 11:49:20